Guedes admite que está cada vez mais difícil retomada dos empregos

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Publicado sexta-feira, 13 de novembro de 2020 as 15:23, por: CdB

Guedes também voltou a dizer que o plano A do governo é chegar ao fim do ano e encerrar o auxílio emergencial, aterrissando em seguida no Bolsa Família, uma vez que não há, no momento, consenso político para formatação de um novo programa de transferência de renda que consolide as iniciativas já existentes num só benefício social.

Por Redação – de Brasília

Ministro da Economia, o empresário Paulo Guedes disse, nesta sexta-feira, que o ritmo de criação de empregos no país está tão forte que talvez seja difícil mantê-lo. As notas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgadas ao longo das últimas semanas, tem apontado no entanto que o número de desempregados bate recorde sobre recorde, mesmo antes da pandemia do novo coronavírus.

Paulo Guedes, cada vez mais enfraquecido no cerne do governo, não sabe responder às perguntas mais difíceis
Paulo Guedes, cada vez mais enfraquecido no cerne do governo, não sabe responder às perguntas mais difíceis

— É um fato que Brasil está saindo da recessão — disse o ministro durante participação no Encontro Nacional do Comércio Exterior (Enaex).

O ministro reafirmou que o governo não descumprirá o teto de gastos, o que classificou como uma “barreira contra a irresponsabilidade”, e afirmou que os impostos não serão elevados.

Garantia

Guedes afirmou, ainda durante o Encontro, que o câmbio vai descer assim que voltarem em massa os investimentos externos para o país.

— Aí é garantia que Brasil finalmente retomou crescimento — aos expectadores da Enaex.

O empresário e economista avaliou também que a combinação atual de juros baixos e um dólar no patamar de “R$ 5, R$ 5 e pouco” tem impulsionando as exportações, apesar da crise econômica porque passa o país.

Aventura

Guedes também voltou a dizer que o plano A do governo é chegar ao fim do ano e encerrar o auxílio emergencial, aterrissando em seguida no Bolsa Família, uma vez que não há, no momento, consenso político para formatação de um novo programa de transferência de renda que consolide iniciativas já existentes num só benefício. Ele tem pregado a instalação de um novo imposto, para fazer frente às despesas de um novo auxílio à população mais carente.

— Enquanto essa discussão não estiver estabelecida, e ela não está, o que vai acontecer é voltar para o Bolsa Família e acabou. Não vamos fazer aventura, não vamos gastar o que não pudermos — encerrou.