Guedes avisa que vai escalonar o pagamento do auxílio emergencial

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Publicado quarta-feira, 1 de julho de 2020 as 18:14, por: CdB

Segundo Guedes, “isso é o que lei permite. Mas se nós tivermos, inclusive, percepção quanto à possível duração um pouco mais extensa ou não dessa crise, podemos perfeitamente pegar os dois pagamentos de R$ 600, mas fasear de uma forma que você cubra três meses, é mais inteligente”.

Por Redação – de Brasília

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira que o auxílio emergencial de R$ 600 será estendido por dois meses, mas afirmou que os pagamentos poderão ocorrer de forma parcelada para que, na prática, cubram um período maior.

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Paulo Guedes concorda com o pagamento do auxílio emergencial, mas diz que o caixa do governo demanda um escalonamento

Segundo Guedes, “isso é o que lei permite. Mas se nós tivermos, inclusive, percepção quanto à possível duração um pouco mais extensa ou não dessa crise, podemos perfeitamente pegar os dois pagamentos de R$ 600, mas fasear de uma forma que você cubra três meses, é mais inteligente”. Ele falou durante cerimônia no Palácio do Planalto.

— Estávamos em R$ 600, podemos fazer um pagamento de R$ 500 no início do mês, R$ 100 no final do mês com R$ 300 logo depois. Ou seja, fica uma prestação de R$ 500, outra de R$ 400 logo depois e outra no fim do mês de R$ 300. Você acaba cobrindo três meses com R$ 500, R$ 400, R$ 300 — acrescentou.

Audiência

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse a jornalistas que os próximos pagamentos ocorrerão nos meses de julho e agosto, mas que o governo ainda baterá o martelo no calendário dos depósitos, que serão feitos em conta, como nas três primeiras parcelas.

— Já temos esse calendário e falta só a validação do presidente da República, que entendo que será feita muito rápido — afirmou Guimarães. Ele esclareceu que quem já recebeu os primeiros pagamentos não precisa se recadastrar no programa.

Mais cedo, ao participar de audiência pública virtual do Congresso, Guedes já havia dito que a prorrogação do auxílio emergencial alcançaria um período de três meses.

— É por decreto. Ou seja, a lei diz que tem que ser dois pagamentos de R$v 600. Você tem que pagar R$ 600 num mês e R$ 600 no outro. Nós vamos realmente fazer três meses de cobertura, com dois pagamentos num mês — disse ele a parlamentares.

Auxílio

Enquanto o time de Guedes propôs a extensão em três parcelas escalonadas, de R$ 500, R$ 400 e R$ 300 reais, parlamentares pressionavam pela manutenção do auxílio em R$ 600, com alguns deles defendendo a concessão do benefício até o fim deste ano em meio às dificuldades econômicas impostas pela crise com o coronavírus.

Tal qual aprovado pelo Congresso, o auxílio emergencial duraria inicialmente três meses, ao custo de R$ 152,6 bilhões, para atender um universo de cerca de 60 milhões de pessoas, entre vulneráveis e trabalhadores informais.

O texto aprovado pelos parlamentares já previa uma prorrogação, mas, para que isso fosse feito sem a necessidade de enviar um novo projeto de lei ao Legislativo, o governo teria que manter o valor de R$ 600 mensais.

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