Hackers devolvem ativos após maior furto de criptomoeda

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Publicado quinta-feira, 12 de agosto de 2021 as 10:55, por: CdB

Tom Robinson, da empresa de análise de blockchain Elliptic, disse que os hackers decidiram que seria mais seguro devolver os ativos roubados, porque é difícil transferi-los e convertê-los em dinheiro. Robinson publicou no Twitter os trechos de uma troca de mensagens através de notas de transação realizada da conta controlada por um dos hackers.

Por Redação, com Sputnik – de Nova York

Os hackers que roubaram mais de US$ 600 milhões (R$ 3,1 trilhões) em várias criptomoedas de usuários da plataforma de blockchain Poly Network começaram a devolver voluntariamente os ativos roubados.

A equipe da plataforma denunciou o hackeamento

De momento, já foram devolvidos US$ 260 milhões (R$ 1,3 trilhão) de dinheiro roubado. Um total de US$ 353 milhões (R$ 1,8 trilhão) em criptomoedas ainda deve ser recuperado, segundo informou a plataforma Poly Network em sua conta no Twitter.

A equipe da plataforma denunciou o hackeamento na terça-feira. Comunicando-se diretamente com os hackers nesta semana, a Poly Network avisou que era “imprudente” por parte dos piratas informáticos tentar fazer qualquer operação com os ativos roubados.

“Queremos estabelecer comunicação com vocês e os exortamos a devolverem os ativos hackeados. A quantidade de dinheiro que hackearam é a maior na história das finanças descentralizadas. As forças da ordem de qualquer país considerarão isso um crime econômico grave e vocês serão perseguidos”, de acordo com o comunicado.

“É imprudente realizarem mais transações. O dinheiro roubado pertence a dezenas de milhares de membros da comunidade criptográfica, consequentemente, das pessoas. Deveriam falar conosco para encontrar uma solução”, segundo a Poly Network.

A plataforma

A plataforma publicou os endereços para onde os hackers podem devolver os montantes roubados, o que eles começaram a fazer pouco depois.

Tom Robinson, da empresa de análise de blockchain Elliptic, disse que os hackers decidiram que seria mais seguro devolver os ativos roubados, porque é difícil transferi-los e convertê-los em dinheiro. Robinson publicou no Twitter os trechos de uma troca de mensagens através de notas de transação realizada da conta controlada por um dos hackers.

O pirata informático afirmou que queria expor uma vulnerabilidade da plataforma e insistiu que não teve intenção de lavar dinheiro. “Não estou muito interessado em dinheiro”, escreveu, adicionando que fez o ataque “por diversão”.

Assim que os hachers roubaram os ativos, começaram a enviá-los a outros endereços de criptomoedas. Os investigadores da empresa de segurança SlowMist acreditam que o roubo foi “provavelmente um ataque longamente planejado, organizado e preparado”. A Poly Network apelou aos operadores de criptomoedas para “porem na lista negra os tokens procedentes dos endereços relacionados aos hackers”.

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