Haddad prega boicote a todas as empresas que apoiam o governo de Jair Bolsonaro

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Publicado segunda-feira, 3 de maio de 2021 as 15:39, por: CdB

Em março, a Volkswagen — que apoiou Bolsonaro — suspendeu as atividades relacionadas à produção de todas as unidades nos Estados de São Paulo e Paraná, por causa do agravamento da pandemia no Brasil.  Outras fabricantes como Renault, Mercedes-Ben e Nissan também haviam anunciado a paralisação de atividades.

Por Redação – de São Paulo

Ex-prefeito de São Paulo, o professor Fernando Haddad pregou um boicote de empresas que apoiaram o candidato Jair Bolsonaro (sem partido) na última campanha presidencial. O ex-presidenciável destacou a política genocida do governo federal que já levou mais de 400 mil vidas em decorrência da covid-19. Bolsonaro é alvo de mais de cem pedidos de impedimento protocolados junto ao Congresso.

Ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad aponta o risco de um governo neofascista na condução da economia e pede que os brasileiros boicotem seus apoiadores

“A Volkswagen até hoje paga o preço de ter dado suporte ao nazismo. Hoje, no Brasil, é obrigatório prestar atenção e se afastar das marcas que tentam normalizar Bolsonaro. Não se senta à mesa com quem promove a morte”, escreveu Haddad no Twitter.

Em março, a Volkswagen suspendeu as atividades relacionadas à produção de todas as unidades nos Estados de São Paulo e Paraná, por causa do agravamento da pandemia no Brasil.  Outras fabricantes como Renault, Mercedes-Ben e Nissan também haviam anunciado a paralisação de atividades.

Estatísticas

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apontou em levantamento que 29 das 58 fábricas de veículos instaladas no país estão paradas. Na plataforma Worldometers, que disponibiliza estatísticas globais sobre a pandemia, o país contabilizou, até esta segunda-feira, 407 mil mortes por covid-19, a segunda maior quantidade do mundo, atrás dos Estados Unidos (591 mil).

Autoridades brasileiras registram 14,7 milhões de infectados, o terceiro maior número de infectados, atrás de Índia (20,0 milhões) e EUA (33,1 milhões).

O Brasil demorou 149 dias para chegar as 100 mil mortes por covid-19 e 152 dias para sair dos 100 mil para os 200 mil óbitos, de acordo com levantamento de um consórcio de veículos de comunicação. Em apenas 76 dias o país chegou a 300 mil e, depois, em 36 dias atingiu a marca dos 400 mil.