Helicópteros acidentados no Mali não foram alvo do EI, diz general

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Publicado sexta-feira, 29 de novembro de 2019 as 11:36, por: CdB

O Exército da França disse nesta sexta-feira que dois de seus helicópteros que se acidentaram no Mali nesta semana não foram alvo de disparos de jihadistas do Estado Islâmico.

Por Redação, com Reuters – de Paris

O Exército da França disse nesta sexta-feira que dois de seus helicópteros que se acidentaram no Mali nesta semana não foram alvo de disparos de jihadistas do Estado Islâmico, contradizendo um comunicado dos militantes.

Caixões com corpos de militares franceses mortos em acidente de helicópteros durante operação no Mali
Caixões com corpos de militares franceses mortos em acidente de helicópteros durante operação no Mali

Um dia antes, o Estado Islâmico da Província da África Ocidental (Iswap) disse que as aeronaves colidiram depois de uma delas recuar dos disparos de seus combatentes, mas não ofereceu nenhuma prova de sua afirmação.

– Não houve disparo de jihadistas contra nossos helicópteros – disse o chefe do Estado-Maior do Exército, François Lecointre, à rádio francesa RFI. O Exército disse que os helicópteros caíram depois de colidirem acidentalmente durante uma operação de combate.

Lecointre também disse que a França não tem intenção de sair do Mali, mas que precisa de mais apoio de seus aliados.

Operações da França

A França, ex-potência colonial da região, interveio no Mali em 2013 para expulsar militantes que haviam ocupado o norte. Ela ainda tem uma força Barkhane de 4,5 mil efetivos se contrapondo a insurgências na região como um todo.

Na quinta-feira, o presidente francês, Emmanuel Macron, em uma coletiva de imprensa conjunta com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, disse que seu país está agindo em nome de todos no Sahel e pressionou os aliados franceses a fazerem mais.

Macron pediu que seu governo analise com atenção as operações da França na região e disse que “todas as opções estão abertas”.

Mas autoridades francesas descartaram a retirada da força de 4,5 mil efetivos da região por temer que isso aprofunde o caos.

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