Os heróis na história do Brasil contra o domínio do imperialismo

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Publicado quarta-feira, 15 de maio de 2019 as 10:24, por: CdB

Lula é o herói que hoje é apoiado pelo povo brasileiro porque a ele pertence. A sua cultura tem as mesmas raízes que germinaram na construção do Arraial de Belo Monte no final do século XIX, refletem a formação humanista cristã e recusam a escravidão imposta por quem quer que seja: o dono das terras, os seus jagunços, a elite no governo, as estruturas que comandam as Igrejas como hierarquias políticas.

Por Zillah Branco – de Brasília

Mas Lula absorveu a cultura do século XX quando se realizou a grande Revolução Socialista expandindo as mais valiosas conquistas da humanidade na formação da consciência dos trabalhadores e trabalhadoras. A sua proposta enfrenta a degradação do capitalismo.

Os heróis na história do Brasil

Com a evolução política ocorrida mundialmente no século XX (com o aprofundamento do conhecimento científico e a luta pelos Direitos Humanos) no Brasil dominado ainda pelo atraso colonial e pela violência ditatorial, foi possível a criação de um Partido dos Trabalhadores que uniu várias correntes de esquerda, a que se aliaram empresários nacionalistas neo-liberais. Em 2002 elegeu, pela primeira vez, um operário para a Presidência da República. Lula, com a experiência adquirida na luta sindical que passou a ser organizada a partir das bases nas fábricas, desenvolveu e aprofundou os seus conhecimentos políticos no convívio estreito com intelectuais militantes de esquerda e aplicando a sua inteligência e sensibilidade na recolha de imagens da realidade vivida em todo o território pelo seu povo despossuido no Brasil.

No governo, as suas grandes obras logo iniciadas foram contra a Fome e pela Saúde e a Educação de todos os cidadãos. Com dificuldades pela presença de defensores do neo-liberalismo no seu governo, lutou pela formação dos trabalhadores, melhor remuneração para darem uma vida condigna ás suas famílias e pelo desenvolvimento da produção interna nacional. Elevou a capacidade econômica do Brasil que foi parceiro de outros países da América Latina, Africa e Ásia, impondo a sua presença nos organismos internacionais e expandiu o patrimônio econômico brasileiro com o fortalecimento de empresas nacionais, principalmente da Petrobrás com a descoberta do Pré-Sal, mas também o BNDE através do qual investia na produção nacional e no desenvolvimento das forças produtivas. Criava as condições de um Brasil soberano.

A existência do núcleo responsável pela ditadura militar que ocupou o governo de 1964 a 1985, fora do poder governamental e ocultada da vida pública por um acordo realizado com as forças mundiais da social-democracia (representadas por Mário Soares em 1979, Presidente de Portugal, em visita ao general Geisel, que ocupava a Presidência no Brasil), encolheu as garras para permitir que uma eleição democrática, “sob vigilância”, tranquilizasse a população oprimida e perseguida durante 21 anos fosse levada a reduzir a sua capacidade de resistência civil.

O PT, coligado com outros partidos, governou durante quatro mandatos criando um caminho para que o Estado de Direito se tornasse uma realidade. As contradições existentes permitiu, no entanto, que o imperialismo aplicasse o seu sistema de corrupção para quebrar alguns poucos quadros políticos inconsequentes e muitos funcionários destacados no Estado e com poder nas hostes empresariais com ligações ao poder financeiro, midiático e judicial.

Predominou o regime neo-liberal, à sombra de uma aparente redemocratização, que abriu caminho ao golpe de 2016 com a decorrente eleição de Bolsonaro – um capitão do exército ligado às torturas perpetradas pela Ditadura Militar, lacaio do imperialismo e sem qualificação para qualquer função política, o que o tornam um títere ao serviço da invasão estrangeira.

Em 2018 Lula foi sequestrado com a conivência de responsáveis pelo poder judicial e sua prisão determinada por um Juiz de Primeira instância – Sérgio Moro – ao serviço da CIA e de Trump, para não poder ser reeleito pelo povo que nele acredita e por ele luta. Ficou claro que um Estado de Direito garantiria a instauração de uma verdadeira democracia – que garantiria melhores condições de vida para todo o povo, sem preconceitos de gênero, de etnia, de opções sexuais, e a possibilidade de acesso à educação em todos os níveis incluindo as especializações pós-universitárias – o que provocou a adesão de uma classe média com alguns privilégios à direita de tradição oligárquica que se submeteu ao poder imperialista para combater o que lhes parecia o “socialismo” no Brasil. Tornaram-se “vendem pátrias” sem qualquer escrupulos pessoais e cívicos, negando a própria dignidade e a noção de independência nacional. Multiplicaram-se os traidores a partir da onda de corrupção e do apoio prestado pela fração da Igreja Evangélica Pentecostal preparada nos Estados Unidos dentro do programa de invasão subliminar elaborado pelos assessores de Trump.

Surgem novos heróis

Diante de tais traições aos princípios elementares de Justiça e às conquistas democráticas que permitiram ao povo ser integrado como cidadão com igualdade de direitos à sociedade, a esquerda nacional passou a trabalhar arduamente pela sua unidade organizativa e de apoio aos movimentos sindicais e sociais. Com o objetivo de manter o povo informado sobre a realidade dos golpistas e sabujos do imperialismo que estão destruindo as conquista democráticas implantadas nos serviços públicos, entregando o patrimônio nacional aos Estados Unidos e apoiando as iniciativas do imperialismo contra outros povos latino-americanos, foi implementada a mídia progressista com a união de vários canais de qualidade profissional e técnica que faz o trabalho a que se recusa a mídia hegemônica, e desfaz os fake news que circulam mundialmente em defesa do imperialismo.

Com entusiasmo e criatividade os vários canais assumiram a função de informar o povo para vencer este desastre histórico que levou o Brasil a perder a sua riqueza e a soberania política.

Unem-se em torno da campanha Lula Livre e seguem a sua proposta de promover a educação como arma para salvar o Brasil deste tsuname imperialista que faz parte da grande crise do sistema capitalista. Com diferentes tendências – espirituais, musicais, filosóficas, ativistas, investigadores universitários – fazem bom jornalismo para entrevistar políticos, professores, representantes de movimentos sociais e sindicais, dão aulas de história moderna e divulgam a história das lutas do povo brasileiro no passado. Criaram uma escola que se expande através de videos para muitos paises onde estão os brasileiros imigrantes.

Este acervo de educação e conscientização pode servir a todos os municípios que já têm um núcleo em defesa de Lula Livre se os videos forem projetados em um telão para os que não têm internet. Assim esta mídia progressista servirá como escola popular pelo Brasil afora. É a ação dos novos heróis formando uma população que limpará a Pátria dessa corja de bandidos mercenários subalternos ao imperialismo que invadiu o Estado Brasileiro.

Zillah Branco, é Cientista Social, consultora do Cebrapaz. Tem experiência de vida e trabalho no Chile, Portugal e Cabo Verde.

As opiniões aqui expostas não representam necessariamente a opinião do Correio do Brasil

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