Hidroxicloroquina e cloroquina estão associadas a problemas no coração, diz estudo

Arquivado em: Destaque do Dia, Saúde, Últimas Notícias, Vida & Estilo
Publicado quarta-feira, 23 de setembro de 2020 as 10:46, por: CdB

Os medicamentos hidroxicloroquina e cloroquina tiveram muito destaque na mídia nos últimos meses após serem citados, inclusive por lideranças políticas, como uma opção de tratamento para combater a covid-19.

Por Redação, com Sputnik – de Tel Aviv/Moscou

Os medicamentos hidroxicloroquina e cloroquina tiveram muito destaque na mídia nos últimos meses após serem citados, inclusive por lideranças políticas, como uma opção de tratamento para combater a covid-19.

Os medicamentos hidroxicloroquina e cloroquina tiveram muito destaque na mídia nos últimos meses
Os medicamentos hidroxicloroquina e cloroquina tiveram muito destaque na mídia nos últimos meses

Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, Israel, analisaram dados do Sistema de Notificações de Eventos Adversos da Administração de Controle de Alimentos e Drogas dos EUA, um banco de dados global de relatórios de segurança pós-comercialização, para verificar os efeitos dos medicamentos hidroxicloroquina e cloroquina, usados normalmente contra a malária.

Os cientistas observaram que ambos os remédios estão associados a taxas mais altas de vários problemas cardiovasculares, incluindo eventos de arritmia cardíaca com risco de vida, insuficiência cardíaca e danos ao próprio músculo cardíaco.

– Além disso, mostramos como esses eventos adversos carregam altos riscos para resultados graves, incluindo morte, mesmo com doses padrões dos medicamentos – afirma ao portal EurekAlert Elad Maor, um dos autores do estudo, que foi publicado na terça-feira na revista científica British Journal of Clinical Pharmacology.

– A mensagem principal do nosso trabalho é que os médicos em todo o mundo devem ser cuidadosos ao prescrever esses medicamentos para indicações que não estão no rótulo, especialmente para pacientes com doenças cardíacas – conclui Maor.

Covid-19 e cloroquina

Desde o começo da pandemia do novo coronavírus, o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, foram entusiastas do uso dos medicamentos hidroxicloroquina e cloroquina contra a covid-19.

Recentemente, o número de mortes causadas pela covid-19 nos EUA chegou a 200 mil, enquanto o Brasil se aproxima dos 140 mil mortos.

Antibiótico natural revolucionário

Cientistas russos foram os primeiros a encontrar um antibiótico natural universal capaz de superar a resistência de patógenos a medicamentos.

De acordo com os autores do estudo, publicado pela revista Applied Biochemistry and Microbiology, a substância descoberta ajudará eficazmente no combate às doenças mais infecciosas causadas por bactérias e fungos em humanos e animais.

Cientistas da Universidade Estatal de Tyumen afirmaram que uma das tarefas da farmacologia é buscar antibióticos naturais capazes de combater microrganismos resistentes a múltiplos medicamentos (MDR, na sigla em inglês) ou extremamente resistentes a medicamentos (XDR, na sigla em inglês).

Eles foram os primeiros a demonstrar a capacidade do peptídeo de emericillipsin A quando isolado dos fungos miceliais de emericillipsin alcalina. Isso porque a substância inibe a capacidade da bactéria de formar biofilmes, que é um dos principais fatores de sua resistência a antibióticos.

A principal característica terapêutica da substância é um efeito universal, explicam os cientistas, ressaltando que não apenas as bactérias MDR (resistentes a múltiplos medicamentos) e XDR (extensivamente resistentes a medicamentos), como também quase todos os eucariotos patogênicos são vulneráveis a emericillipsin A.

– Emericillipsin A afeta os eucariotos e procariotos através de diversos mecanismos moleculares. Os eucariotos, que são fungos e células tumorais, morrem, pois o peptídeo destrói sua membrana celular, enquanto o procarioto virulento é destruído para prevenir a formação de biofilme – afirmou Yevgeny Rogozhin, pesquisador do Laboratório de Resistência Antimicrobiana X-BIO da Universidade Estatal de Tyumen.

A descoberta vai ajudar a combater diferentes patógenos, incluindo tumores, bem como todos os tipos de infecções causadas por bactérias e fungos.

A terapia pode ser realizada através de injeção ou por uso tópico, tratando diretamente o tecido afetado.

O próximo passo dos cientistas será trabalhar com modelos celulares, realizando testes laboratoriais do medicamento.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *