Hong Kong se prepara para manifestações na semana do Natal

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Publicado segunda-feira, 23 de dezembro de 2019 as 09:51, por: CdB

Os manifestantes pretendem se reunir em cinco shopping centers na véspera de Natal, e farão a contagem regressiva da data no movimentado distrito comercial de Tsim Sha Tsui, perto da entrada do porto da cidade.

Por Redação, com Reuters – de Hong Kong

Hong Kong está se preparando para protestos na semana do Natal, já que manifestantes planejam se reunir em distritos de toda a cidade, inclusive em shopping centers de alto nível, que serão os mais recentes em mais de seis meses de tumultos.

Policial prende manifestante depois de bandeira chinesa ser removida em protesto em Hong Kong, China
Policial prende manifestante depois de bandeira chinesa ser removida em protesto em Hong Kong, China

Os protestos desta semana virão na esteira de um final de semana de manifestações, incluindo uma no domingo, que terminaram em confrontos quando manifestantes mascarados e vestidos de preto atacaram policiais com chutes e murros e atiraram tijolos e garrafas.

A polícia reagiu com jatos de spray de pimenta. Um agente sacou a pistola e a apontou para a multidão, mas não disparou, disseram testemunhas da agência inglesa de notícias Reuters.

Os manifestantes

Os manifestantes pretendem se reunir em cinco shopping centers na véspera de Natal, e farão a contagem regressiva da data no movimentado distrito comercial de Tsim Sha Tsui, perto da entrada do porto da cidade.

Também há protestos planejados em vários locais no dia de Natal, segundo avisos em redes sociais.

Os protestos já estão no sétimo mês, embora uma calma relativa tenha se instaurado em comparação com a escala e a intensidade de confrontos anteriores. A polícia já prendeu mais de 6 mil pessoas desde que os protestos se intensificaram em junho, e mais de 52 só no último final de semana.

Revolta

Muitos moradores de Hong Kong estão revoltados com o que veem como uma intrusão chinesa nas liberdades prometidas à ex-colônia britânica quando esta foi devolvida ao controle chinês em 1997.

A China nega interferir, dizendo-se comprometida com a fórmula “um país, dois sistemas” adotada à época, e culpa forças estrangeiras por fomentarem os tumultos.