Hospitais estão sob ‘estresse máximo’ na Catalunha

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Publicado sexta-feira, 3 de abril de 2020 as 11:40, por: CdB

Os hospitais da Catalunha, a segunda região espanhola mais atingida pela pandemia de coronavírus, estão sob “estresse máximo”, alertou o líder regional, Quim Torra.

Por Redação, com Reuters – de Madri

Os hospitais da Catalunha, a segunda região espanhola mais atingida pela pandemia de coronavírus, estão sob “estresse máximo”, alertou o líder regional, Quim Torra, à agência inglesa de notícias Reuters nesta sexta-feira.

Líder do governo regional da Catalunha, Quim Torra, conversa ao telefone durante entrevista à Reuters em Barcelona
Líder do governo regional da Catalunha, Quim Torra, conversa ao telefone durante entrevista à Reuters em Barcelona

A segunda região mais populosa da Espanha tem a maior quantidade de pacientes de coronavírus em tratamento intensivo no país, 2.053, de acordo com os dados mais recentes, e já registrou 2.335 fatalidades, só ficando atrás da região de Madri.

– No nível hospitalar, estamos conseguindo reagir a todos os casos que estão chegando, mas estamos no limite, estamos sob estresse máximo – disse Torra, o chefe do governo catalão, em uma entrevista, acrescentando que a principal questão é a escassez de equipamento.

Torra deu a entender que, por causa do surto de coronavírus, a eleição antecipada que ele deveria convocar nas próximas semanas provavelmente será realizada depois do verão no hemisfério norte.

Espanha vê desaceleração

A Espanha relatou mais mortes causadas pelo novo coronavírus nesta sexta-feira, mas a quantidade de pessoas que sucumbiu de quinta para sexta foi menor do que a do dia anterior.

Ampliando o maior número de mortos da doença depois da vizinha europeia Itália, 932 pessoas morreram em 24 horas na Espanha, o que elevou o total a 10.935, informou o Ministério da Saúde.

Foi a primeira vez em mais de uma semana que a cifra diminuiu em relação ao dia anterior.

Na quinta-feira, 950 novas mortes foram computadas.

Casos novos

Mais casos novos também foram registrados, mas o índice de infecções recuou. Com 117.710 casos, a Espanha agora só tem menos infectados do que os Estados Unidos, que têm uma população sete vezes maior.

O primeiro-ministro, Pedro Sánchez, impôs um dos isolamentos mais rigorosos da Europa, só permitindo que empregados de setores essenciais saiam para trabalhar.

Bares, restaurantes e lojas estão fechados.

Os espanhóis estão confinados desde 14 de março, e o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, disse na noite de quinta-feira que Sánchez decidirá nos próximos dias se prolongará o prazo.

A região ao redor da capital Madri teve mais infecções e mortes do que qualquer outra do país, mais de 4,4 mil pessoas já morreram, mostraram dados nesta sexta-feira.

Os hospitais mal estão dando conta, e mais pessoas estão morrendo nas casas de repouso da área, que abrigam cerca de 50 mil pessoas na faixa etária mais vulnerável.

Os necrotérios estão sobrecarregados, o que levou as autoridades regionais a montarem a terceira instalação improvisada em uma pista de patinação no gelo próxima da capital nesta sexta-feira, adaptando o espaço de 1,8 mil metros quadrados para receber corpos.

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