Huawei construirá fábrica 5G na França para acalmar tensões no Ocidente

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Publicado sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020 as 13:16, por: CdB

A França diz que não discriminará nenhum fornecedor, mas exige que todos os fornecedores sejam monitorados para garantir a aprovação da agência de segurança cibernética.

Por Redação, com Reuters – de Paris/São Francisco

A Huawei terá sua primeira fábrica europeia na França, disse o presidente do conselho da empresa na quinta-feira, enquanto a gigante chinesa de telecomunicações tenta aliviar preocupações mundiais devido às acusações norte-americanas de que Pequim pode usar seus equipamentos para espionagem.

Presidente do conselho da Huawei, Liang Hua, fala a jornalistas na França
Presidente do conselho da Huawei, Liang Hua, fala a jornalistas na França

Liang Hua disse que a Huawei, maior produtora mundial de equipamentos de telecomunicações, investirá 200 milhões de euros na primeira fase da instalação da estação de base móvel. Ele disse que o projeto criará 500 empregos.

– Esta instalação fornecerá para todo o mercado europeu, não apenas o da França – disse Liang a jornalistas. “As atividades do nosso grupo são mundiais e, para isso, precisamos de uma presença industrial global”.

A decisão da Huawei

Não ficou claro imediatamente se a decisão da Huawei teve a aprovação do presidente francês Emmanuel Macron, que tentou atrair investidores estrangeiros, mas também conduziu alertas sobre a invasão chinesa na economia da União Europeia.

Liang disse que a Huawei delineou planos do grupo para o governo francês.

Não houve resposta imediata do escritório de Macron.

A França ainda não começou a implantar suas redes 5G, mas a maior operadora móvel do país, Orange, controlada pelo Estado, escolheu as rivais europeias da Huawei, Nokia e Ericsson.

As operadoras menores Bouygues Telecom e SFR, da Altice Europe, cujas redes atuais dependem fortemente da Huawei, estão pedindo a Paris que esclareça sua posição em relação à empresa.

A França diz que não discriminará nenhum fornecedor, mas exige que todos os fornecedores sejam monitorados para garantir a aprovação da agência de segurança cibernética, que está analisando os equipamentos da Huawei. Fontes próximas ao setor de telecomunicações dizem temer que a Huawei seja barrada na prática, mesmo que nenhuma proibição formal seja anunciada.

Amazon

A Amazon.com retirou de venda nas últimas semanas um milhão de produtos que afirmavam indevidamente que eram capazes de curar ou defender o usuário contra o coronavírus, afirmou a companhia na quinta-feira.

A Amazon também afirma que removeu dezenas de milhares de ofertas de que produtos com preços abusivos. A maior varejista da internet tem enfrentado críticas por causa de ofertas de produtos de saúde em sua plataforma. No início desta semana, a Itália abriu uma investigação sobre altas de preços de produtos como gel de higienização e máscaras sanitárias enquanto enfrenta o maior número de casos na Europa.

“Não há espaço para preços abusivos na Amazon”, afirmou uma porta-voz da companhia. Ela acrescentou que a empresa pode tirar do ar ofertas de produtos que prejudiquem a confiança dos consumidores, incluindo quando os preços são significativamente mais altos que os ofertados dentro ou fora da Amazon”.

A porta-voz não informou qual o critério usado para definir se um produto pode ser considerado como tendo preço abusivo.

A Amazon afirmou que monitora picos de preços e anúncios enganosos por meio de uma combinação de sistema automático e manual das ofertas.

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