Huawei desenvolverá radares para carros autônomos

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Publicado terça-feira, 22 de outubro de 2019 as 14:23, por: CdB

A Huawei usará 5G para montar radares de ondas milimétricas a laser, disse Xu, sem dar prazo para desenvolver os produtos.

Por Redação, com Reuters – de Pequim

A Huawei usará tecnologia 5G para desenvolver radares para carros autônomos, disse seu vice-presidente da fabricante chinesa, que busca ter papel maior na indústria automobilística.

Huawei desenvolverá radares para carros autônomos, diz executivo
Huawei desenvolverá radares para carros autônomos, diz executivo

A Huawei construirá um ecossistema de sensores equipados em carros, disse nesta terça-feira Xu Zhijun, atual titular da presidência rotativa da empresa, numa conferência sobre veículos inteligentes conectados.

A Huawei usará 5G para montar radares de ondas milimétricas a laser, disse Xu, sem dar prazo para desenvolver os produtos.

Montadoras globais e empresas de tecnologia gastaram bilhões de dólares em veículos autônomos.

Especialistas do setor, no entanto, observam que levará anos para que o setor atinja o “Nível 4” de autonomia, nos quais esses veículos poderão lidar com todos os aspectos da condução na maioria das circunstâncias, sem intervenção humana.

Os sensores de radar de onda milimétrica e de radar a laser são usados pelos fabricantes de veículos autônomos para coletar informações do ambiente ao redor do veículo.

A decisão da Huawei ocorre conforme a China faz um grande esforço para acompanhar os Estados Unidos em uma corrida global pelo desenvolvimento de veículos autônomos.

Em abril, a empresa lançou um hardware de comunicação 5G para a indústria automotiva.

Samsung e Mubadala

A startup norte-americana de computação quântica IonQ disse nesta terça-feira que captou US$ 55 milhões em uma rodada de financiamento liderada por fundos de risco apoiados pela Samsung e pelo governo dos Emirados Árabes Unidos.

Com os investimentos do Samsung Catalyst Fund e do Mubadala Capital, a IonQ disse que o total de recursos captados até esta terça-feira chegou a US$ 77 milhões.

Os pesquisadores acreditam que os computadores quânticos podem operar milhões de vezes mais rápido que os supercomputadores avançados, possibilitando tarefas desde o mapeamento de estruturas moleculares complexas e reações químicas até o aumento do poder da inteligência artificial.

Google, IBM e Microsoft fizeram investimentos ou lançaram projetos de pesquisa em torno da computação quântica.

A IonQ já possui 4 computadores quânticos, cada um do tamanho de quatro geladeiras. Eles estão em operação na sede da empresa, em Maryland, e a companhia aluga tempo neles para acadêmicos e empresas.

Concorrentes

Ao contrário de alguns de seus concorrentes que precisam manter a temperatura em torno do computador quântico no zero absoluto, os computadores da IonQ operam em temperatura ambiente, disse o presidente-executivo, Peter Chapman.

Chapman disse que a maioria dos componentes das máquinas quânticas da IonQ está disponível normalmente, o que ajuda a manter o custo baixo.

“Gosto de brincar que a Amazon entrega para a gente a maior parte dos componentes que precisamos”, disse o executivo.

A única parte personalizada da máquina da IonQ é um chip especial fabricado por um fornecedor externo. Chapman se recusou a nomear o fornecedor, mas disse que o componente é feito com a tecnologia de fabricação de chips comuns.

Francis Ho, co-presidente do fundo Samsung Catalyst, afirmou que o grupo sul-coreano, que já é um grande fabricante de chips, investiu na startup porque espera um dia fornecer componentes para computadores quânticos. Mas Ho afirmou que a Samsung poderá ser também um grande cliente da empresa.

Ao redor do mundo, governos estão preocupados com a possibilidade da computação quântica ser usada para quebrar a atual tecnologia de criptografia.

Chapman disse que embora a empresa ainda não tenha uma receita substancial, existem clientes e países com os quais evitará fazer negócios, incluindo a China.

A computação quântica “é questão de Estado. Na verdade, são os EUA contra outros países que estão tentando ultrapassar os EUA e seu domínio técnico”, disse Chapman.

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