Imigrantes morrem em naufrágio de barco na Turquia

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Publicado quinta-feira, 26 de dezembro de 2019 as 12:05, por: CdB

As equipes de resgate conseguiram salvar 64 pessoas do Afeganistão, Paquistão e Bangladesh. Todos foram transferidos para hospitais da região.

Por Redação, com ABr e DW – de Ancara/Berlim

Pelo menos sete pessoas morreram nesta quinta-feira no leste da Turquia no naufrágio de um barco que transportava imigrantes ilegais no Lago de Vã, informou o governo local em comunicado.

Mergulhadores continuam as buscas de vítimas
Mergulhadores continuam as buscas de vítimas

As equipes de resgate conseguiram salvar 64 pessoas do Afeganistão, Paquistão e Bangladesh. Todos foram transferidos para hospitais da região.

O barco seguia para a província de Bitlis. As equipes de resgate com mergulhadores continuam as operações de busca.

Pedidos de asilo

Entre janeiro e novembro de 2019, 133.270 estrangeiros apresentaram pedidos de asilo às autoridades alemãs. O número representa uma queda de 13% em relação ao mesmo período de 2018, informou o grupo de mídia Funke nesta quinta-feira, citando números disponibilizados pelo Eurostat, o escritório de estatística da União Europeia.

Apesar da queda, a Alemanha continua a ser o principal destino europeu de requerentes de asilo. Do início do ano até setembro, 23% de todos os pedidos de asilo apresentados em países-membros feitos na UE foram apresentados na Alemanha – um total de 111.015 pedidos. Ainda assim, essa porcentagem também representou uma queda. Em 2018, a Alemanha havia registrado 28% de todos os pedidos de asilo da UE. Em 2017, a fatia chegou a 31 % de todas as reivindicações.

Previsão

As estatísticas obtidas pela Funke confirmaram as previsões de Hans-Eckard Sommer, chefe do Departamento Federal para Migração e Refugiados (Bamf) no início de novembro. Sommer disse à época ao jornal Bild am Sonntag: “Espero que até o final do ano termine entre 140 mil e 145 mil, muito menos que em 2018”.

Os números desta quinta-feira foram divulgados um dia após que o principal chefe de polícia do país criticar o sistema de deportação da Alemanha. Na quarta-feira, o chefe da polícia federal da Alemanha, Dieter Romann, apontou que faltam no país instalações de pré-deportação para apressar as expulsões. “Existem poucos centros de detenção no país”, disse.

No momento, 248 mil estrangeiros aguardam ser deportados, mas só existem 577 centros para que eles sejam mantidos e processados antes de deixarem o país, apontou Romann. Por outro lado, 119 mil deles estão com o processo de deportação suspenso por autoridades locais.

De janeiro a outubro de 2019, as autoridades registraram um total de 20.996 deportações, 1 mil a menos que no mesmo período do ano passado, segundo dados da Funke. Os estados alemães são responsáveis pelas deportações, mas a polícia federal acompanha os voos que levam os requerentes de asilo rejeitados para outros países.

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