Imigrantes separados dos filhos voltam aos Estados Unidos para tentar reencontrá-los

Arquivado em: América do Norte, Destaque do Dia, Mundo, Últimas Notícias
Publicado domingo, 3 de março de 2019 as 12:42, por: CdB

Visivelmente nervosos, os pais atravessaram a ponte para pedestres, alguns com crianças e carregando bagagens, acompanhados por advogados do grupo de defesa da imigração “Do outro Lado”.

Por Redação, com Reuters – de Washington

Dezenas de imigrantes da América Central que as autoridades americanas haviam separado de seus filhos no ano passado, quando cruzaram a fronteira com o México, entraram nos Estados Unidos novamente neste sábado pedindo refúgio e para reencontrarem seus filhos.

Imigrantes separados dos filhos voltam aos EUA para tentar reencontrá-los

À agência inglesa de notícias Reuters testemunhou cerca de 50 imigrantes que entraram nos Estados Unidos na passagem entre Mexicali (México) e Calexico (Califórnia), onde foram parados por agentes americanos da polícia de fronteira.

Visivelmente nervosos, os pais atravessaram a ponte para pedestres, alguns com crianças e carregando bagagens, acompanhados por advogados do grupo de defesa da imigração “Do outro Lado”.

– Conseguimos! Todos os pais estão sendo recepcionados pelo CBP (controle de fronteira”. Obrigada aos oficiais pelo profissionalismo e humanidade com que os aceitaram hoje e a todos que vieram apoiá-los – escreveu a Outro Lado no Twitter.

As famílias que chegaram nesse final de semana aos Estados Unidos pretendem apresentar seus casos à justiça americana e serem reunidas com seus filhos.

– Nós estamos aqui esperando em Mexicali. Se deus quiser nossos casos serão analisados. Eu sei que é um enorme risco, mas esperamos pelo melhor – disse Joe Arteaga, hondurenho, antes da travessia. Arteaga foi separado do filho de 15 anos no ano passado.

Em um aumento da repressão à imigração ilegal pelo governo de Donald Trump, oficiais de fronteira separaram milhares de crianças de seus pais que atravessaram a fronteira com o México. Muitas foram colocadas em centros de detenção e outras foram depois enviadas para viver com parentes ou em lares adotivos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *