Ônibus circulam com escolta policial após ataques em Fortaleza

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Publicado segunda-feira, 26 de março de 2018 as 14:32, por: CdB

Entre sábado e domingo, em Fortaleza, ônibus foram incendiados, provocando a suspensão parcial do serviço de transporte público. O prédio da Secretaria Executiva Regional IV, uma das seis subprefeituras existentes na capital

Por Redação, com ABr – de Brasília:

Por determinação dos órgãos de segurança pública do Ceará, viaturas da Polícia Militar (PM) estão escoltando parte dos ônibus que circulam por Fortaleza (CE), desde as primeiras horas desta segunda-feira. A medida é uma resposta aos ataques criminosos  contra prédios públicos e veículos registrados no último fim de semana, em algumas cidades cearenses, como Sobral, Cascavel e a capital do Estado.

Em Fortaleza, ônibus circulam com escolta policial após ataques criminosos

Segundo a secretaria estadual da Segurança Pública e Defesa Social; não houve registro de novos ataques esta madrugada. Ainda assim, as autoridades estaduais garantem; que o policiamento continuará reforçado a fim de garantir a segurança dos rodoviários; passageiros de ônibus e da população em geral.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o governador Camilo Santana comparou a ação dos criminosos a atos terroristas. “Esses atos criminosos que se assemelham a atos terroristas têm ocorrido; por interesses contrariados desses bandidos que buscam afrontar o estado e amedrontar a população.

Não conseguirão intimidar o Estado. Pelo contrário. Estas ações serão respondidas com força; à altura que for necessária”, disse o governador ao fim de uma reunião com a cúpula da segurança pública estadual, na tarde deste domingo. No vídeo, Santana também declara que, desde 2016; “vem cobrando insistentemente o envolvimento do governo federal” no combate à criminalidade.

Suspeitos

Até a noite de domingo, seis suspeitos de participar das ações criminosas já tinham sido detidos. Outros três suspeitos foram mortos ao trocar tiros com policiais. De acordo com a PM; cinco dos seis investigados foram detidos portando galões ou garrafas de gasolina. O sexto carregava uma pistola calibre 380; com 13 munições e é suspeito de participar dos disparos efetuados contra a sede da Empresa de Transportes Urbanos de Fortaleza (Etufor).

A investigação dos ataques a órgãos públicos, ônibus e torres de telefonia está à cargo da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE); mas para especialistas ouvidos pela Agência Brasil; as ações criminosas podem ser uma reação à possível instalação de bloqueadores de celulares em presídios; proposta que tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados.

Além do projeto de lei, desde 2013 tramita na Justiça cearense um processo sobre a instalação de bloqueadores. Uma sentença foi expedida, em 2 de março, determinando; que o “Estado do Ceará, no prazo de 180 dias, proceda à aquisição e promova a devida instalação de bloqueadores de sinal de celular em todas as unidades prisionais sob sua responsabilidade”.

Ônibus foram incendiados

Entre sábado e domingo, em Fortaleza, ônibus foram incendiados, provocando a suspensão parcial do serviço de transporte público. O prédio da Secretaria Executiva Regional IV, uma das seis subprefeituras existentes na capital, e ao menos duas torres de telefonia também foram incendiados durante o fim de semana.

Além disso, disparos foram efetuados em frente à Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) e policiais trocaram tiros com um grupo de suspeitos em frente à secretaria estadual de Justiça e Cidadania (Sejus). Três suspeitos foram mortos no confronto.

Em Sobral, a cerca de 230 quilômetros da capital, bombas caseiras foram lançadas contra a Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) na madrugada de domingo. Em Cascavel, no litoral leste, carros que estavam no terreno do Departamento Municipal de Trânsito e de Transportes (Demutran) foram incendiados.

Ataques semelhantes já tinham sido registrados, no Ceará, em 2016; quando um carro cheio de explosivos chegou a ser colocado na rua da Assembleia Legislativa do Ceará depois que os parlamentares aprovaram um projeto de autoria do governo; que proibia as operadoras de conceder sinal de radiofrequência nas áreas de unidades prisionais do estado. A lei foi questionada, assim como regras semelhantes de cinco outros estados, no Supremo Tribunal Federal (STF); tendo seus resultados sustados.

Incêndio

Um princípio de incêndio no Supremo Tribunal Federal (STF), na manhã desta segunda-feira levou à interdição do anexo 2 da sede da Corte em Brasília, edifício no qual funcionam os gabinetes dos ministros.

Segundo informações preliminares fornecidas pelo Supremo, as chamas foram provocadas por um curto-circuito em um aparelho de ar-condicionado, sendo rapidamente controladas pelos bombeiros.

Não houve feridos, segundo STF, mas o prédio foi todo interditado para a averiguação dos danos do incêndio, que ocorreu na Seção de Processos Diversos, no segundo andar.

O STF informou não haver feridos, mas o prédio foi todo interditado para a averiguação dos danos do incêndio; que ocorreu na Seção de Processos Diversos, no segundo andar.

Por meio de nota, o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal informou que as chamas tiveram início às 8h; quando havia poucas pessoas no local. Nenhuma precisou de atendimento médico. O laudo pericial sobre as causas do incêndio ficará concluído dentro de 30 a 40 dias, diz o texto.

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