Incêndio mata crianças em Paraty

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Publicado sexta-feira, 24 de janeiro de 2020 as 11:32, por: CdB

Três meninas morreram na manhã desta sexta-feira durante um incêndio em uma residência de dois andares no bairro Parque Mangueira, em Paraty.

Por Redação, com agências de notícias – do Rio de Janeiro

Três meninas morreram na manhã desta sexta-feira durante um incêndio em uma residência de dois andares no bairro Parque Mangueira, em Paraty, na Costa Verde do Rio de Janeiro.

Três crianças morrem em incêndio dentro de casa
Três crianças morrem em incêndio dentro de casa

Segundo comunicado da prefeitura de Paraty, a mãe das crianças, Dara Cristina de Almeida Santos, de 25 anos, não teve queimaduras, mas inalou muita fumaça e foi encaminhada para o Hospital Municipal Hugo Miranda, onde está em estado grave.

“A prefeitura determinou que seja dado todo o suporte necessário à família e também acionou o delegado titular da 167ª Delegacia de Polícia, Marcelo Russo, para pedir a agilização da perícia médica para a liberação dos corpos. A prefeitura também vai solicitar à polícia prioridade absoluta para a apuração das causas do acidente”, diz o comunicado.

Ajuda

Os vizinhos chegaram a colocar uma escada na lateral da residência para tentar ajudar as vítimas enquanto os bombeiros não chegavam.

Os bombeiros foram chamados às 7h11. As chamas foram totalmente apagadas às 8h30.

Uma equipe da Polícia Civil foi ao local para fazer uma perícia no imóvel.

Moradores de prédios irregulares

A Secretaria Municipal de Infraestrutura, Habitação e Conservação iniciará na quinta-feira a notificação e o cadastramento dos moradores das construções irregulares na Avenida Engenheiro Souza Filho, nº 520, no Itanhangá, na comunidade da Muzema, zona oeste da cidade. Segundo a secretaria, posteriormente, o condomínio irregular será desocupado.

A medida atende a uma determinação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Em dezembro, o MPRJ, por meio do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (Gaema), obteve decisão favorável na Justiça a uma ação civil pública contra o município do Rio.

A ação foi ajuizada por conta da supressão de vegetação e extração irregular de minerais no local. “O caso foi alvo da instauração de dois inquéritos civis em 2014 e, em diligência no dia 5 de maio de 2015, foi verificado pelo MPRJ o efetivo crime ambiental, bem como obra de grandes dimensões, com a construção de lojas e apartamentos, muitos deles hoje habitados”, informou a assessoria do órgão.

Atendendo ao pedido do MPRJ, a juíza Caroline Rossy Brandão Fonseca, da 2ª Vara de Fazenda Pública, determinou que o município do Rio promova a desocupação, a princípio voluntária, no prazo de 30 dias, promovendo o cadastramento daqueles que necessitarão do aluguel social na Secretaria de Habitação da prefeitura, identificando os que podem ser beneficiários de medidas e programas habitacionais.

Segundo o promotor do Gaema Plínio Araújo, os prédios não obedecem ao menor padrão urbanístico e ambiental. “Há risco de rolamento de pedras na localidade, e os imóveis são irregulares, clandestinos, não têm nenhuma licença urbanística ou ambiental, nem podem ter. A gente tem laudo do município dizendo que aqueles prédios, naquela localidade, não são legalizáveis.”

As edificações ficam a cerca de 400 metros do Condomínio Figueiras do Itanhangá, onde dois prédios desabaram no dia 12 de abril de 2019, matando 24 pessoas.

Na terça-feira, a prefeitura do Rio de Janeiro iniciou a retirada de 70 moradores de seis prédios residenciais no Condomínio Figueiras do Itanhangá.

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