Incerteza da Economia aumenta de agosto para setembro, indica FGV

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Publicado segunda-feira, 30 de setembro de 2019 as 11:23, por: CdB

Para especialista da FGV, a alta do indicador foi motivada principalmente por questões externas, como a tensão comercial entre EUA e China e a possibilidade de uma desaceleração mais forte da economia mundial em 2020.

Por Redação, com ABr e Agências de Notícias – de Brasília

O Indicador de Incerteza da Economia, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) subiu 2,7 pontos na passagem de agosto para setembro deste ano. Com o resultado, o indicador chegou a 116,9 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos, e se mantém elevado em termos históricos.

Fatores internos também contribuíram para a alta do índice, em especial devido a temas como a reforma tributária e a dúvidas quanto ao ritmo de crescimento da economia brasileira
Fatores internos também contribuíram para a alta do índice, em especial devido a temas como a reforma tributária e a dúvidas quanto ao ritmo de crescimento da economia brasileira

O indicador é calculado com base em dois componentes: mídia (baseado na frequência de notícias com menção à incerteza na imprensa) e expectativa (construído a partir das previsões de analistas econômicos).

O componente mídia subiu 1,5 ponto e chegou a 115,9 pontos. Já o componente expectativa teve alta de 5,8 pontos.

Segundo o pesquisador da FGV Aloisio Campelo Jr., a alta do indicador foi motivada principalmente por questões externas, como a tensão comercial entre Estados Unidos e China e a possibilidade de uma desaceleração mais forte da economia mundial em 2020. Além disso, fatores internos também contribuíram, em especial devido a temas como a reforma tributária e a dúvidas quanto ao ritmo de crescimento da economia brasileira.

Desalento

O nível de desalento está alto no Brasil: 4,9 milhões de brasileiros desistiram de procurar emprego no segundo trimestre de 2019, segundo dados do IBGE. A pesquisa realizada pelos economistas Paulo Peruchetti e Laísa Rachter, do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE), analisou dados de 2012 a 2019, e identificou que os grupos que mais sofreram foram os de jovens com idade entre 14 e 23 anos (33,5%), mulheres (55,2%), pessoas com baixa escolaridade (41,2%, com ensino fundamental incompleto) e que se declararam pardas ou negras (73%). A região Nordeste concentra 60% desse grupo, puxado pelo estado da Bahia (15,7%).

A pesquisa foi feita com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) e foi elaborada para entender o perfil de quem está desistindo do mercado de trabalho, como estão distribuídos os desalentados pelo território brasileiro e os motivos que levaram a esse nível de desalento.

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