Indicador mostra dificuldade de recuperação do mercado de trabalho

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Publicado sexta-feira, 8 de novembro de 2019 as 11:21, por: CdB

O indicador ficou abaixo da média histórica do período iniciado em junho de 2008, de 86,9 pontos, disse a FGV.

Por Redação, com Reuters – de Brasília

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) registrou queda em outubro, a seu menor nível desde maio deste ano, sinalizando a dificuldade de recuperação do mercado de trabalho, informou nesta sexta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, caiu 1,3 ponto em relação a setembro
O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, caiu 1,3 ponto em relação a setembro

O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, caiu 1,3 ponto em relação a setembro, chegando a 85,8 pontos. O indicador ficou abaixo da média histórica do período iniciado em junho de 2008, de 86,9 pontos, disse a FGV.

“Depois de tímidos avanços nos meses anteriores, o indicador voltou ao patamar de maio, reforçando a dificuldade de se obter uma reação mais robusta no mercado de trabalho”, explicou o economista da FGV Rodolpho Tobler em nota.

“Para os próximos meses, é possível que o indicador retorne ao caminho ascendente, mas ainda não há uma perspectiva de melhora mais expressiva”, acrescentou.

Já o Indicador Coincidente de Emprego (ICD), que capta a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho, subiu 0,1 ponto em outubro, para 93,0 pontos. O comportamento do ICD é semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto menor o número, melhor o resultado.

“A combinação da virtual estabilidade registrada em outubro e a persistência do ICD em patamar elevado reforça a percepção de que a redução da taxa de desemprego continua ocorrendo de forma lenta e gradual”,completou Tobler.

A taxa de desemprego do Brasil fechou o terceiro trimestre em 11,8% com aumento no número de pessoas ocupadas, porém em um mercado de trabalho marcado por novo recorde da informalidade.

Em outubro a FGV mostrou que o índice havia registrado um leve avançou em setembro, indicando manutenção da recuperação gradual do mercado de trabalho brasileiro.

“A suave alta em setembro compensa a queda observada no mês anterior e mantém o indicador na trajetória positiva”, disse em nota o economista da FGV Rodolpho Tobler.

“O resultado sugere continuidade da recuperação gradual do mercado de trabalho nos próximos meses, e mostra que ainda há um longo caminho pela frente”, acrescentou.

Por sua vez, o Indicador Coincidente de Emprego (ICD), que capta a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho, recuou 0,6 ponto em setembro, para 92,9 pontos. O comportamento do ICD é semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto menor o número, melhor o resultado.

A taxa de desemprego do Brasil ficou em 11,8% no trimestre até agosto, quando o emprego sem carteira assinada renovou recorde, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE).

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