Índice de confiança da indústria sofre novo recuo e atinge menor patamar

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Publicado sexta-feira, 26 de março de 2021 as 16:28, por: CdB

O Índice de Situação Atual, que mede a percepção do empresariado sobre o presente, caiu 3,5 pontos e chegou a 111,4 pontos. Já o Índice de Expectativas, que mede a confiança no futuro, cedeu 3,8 pontos e atingiu 97,1 pontos, o menor nível desde julho de 2020 (90,5 pontos).

Por Redação – de São Paulo

O Índice de Confiança da Indústria, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 3,7 pontos de fevereiro para março, na terceira queda consecutiva do indicador. O índice atingiu 104,2 pontos em uma escala de zero (menos confiante) a 200 pontos (mais confiante), no menor nível desde agosto de 2020 (98,7 pontos). Empresários de 11 dos 19 segmentos industriais brasileiros manifestaram queda na confiança.

O nível de produção da indústria, embora mais fraco do que o previsto, enfrenta a falta de matéria-prima
O nível de confiança da indústria tem caído, mensalmente, há três rodadas consecutivas, segundo pesquisa da FGV

O Índice de Situação Atual, que mede a percepção do empresariado sobre o presente, caiu 3,5 pontos e chegou a 111,4 pontos. Já o Índice de Expectativas, que mede a confiança no futuro, cedeu 3,8 pontos e atingiu 97,1 pontos, o menor nível desde julho de 2020 (90,5 pontos).

— As perspectivas de redução da produção estão diretamente relacionadas a uma percepção de diminuição da demanda atual e de dificuldades previstas para os negócios nos próximos meses diante do recrudescimento da pandemia — adiantou a economista da FGV Claudia Perdigão.

Dificuldades

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada recuou 0,8 ponto percentual, para 78,3%, retornando a patamar próximo ao de setembro de 2020 (78,2%).

— As medidas mais restritivas para contenção do covid-19 em várias cidades e estados, lentidão do processo de vacinação, e período de interrupção dos benefícios emergenciais já afetam segmentos relevantes na indústria brasileira como o de alimentos, que também vem apresentando dificuldades com falta de matérias primas e elevação dos custos levando a confiança ao menor desde maio de 2020 – concluiu.