Inflação nos preços dos aluguéis pode gerar uma onda de contratos cancelados

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Publicado quinta-feira, 18 de março de 2021 as 17:58, por: CdB

A alta de fevereiro para março foi puxada pelos preços no atacado, no varejo e na construção. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPCA), que mede o atacado, subiu de 2,98% na prévia de fevereiro para 3,72% na prévia de março.

Por Redação – de Brasília

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado como referência para o reajuste de contratos de aluguel, teve inflação de 2,98% na segunda prévia de março deste ano. A taxa ficou acima dos 2,29% observados na segunda prévia de fevereiro. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o IGP-M acumula taxa de 31,15% em 12 meses, o que poderá gerar uma série de cancelamentos de contratos, caso os locadores não concordem em renegociar os preços.

O reajuste do aluguel, na maioria dos contratos, é calculado com base na variação do IGP-M

A alta de fevereiro para março foi puxada pelos preços no atacado, no varejo e na construção. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPCA), que mede o atacado, subiu de 2,98% na prévia de fevereiro para 3,72% na prévia de março.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede o varejo, passou de 0,29% para 0,89% no período. Já o Índice Nacional do Custo da Construção subiu de 1% para 1,31%.

Nova prévia

Com o avanço nos preços ao produtor e ao consumidor o IGP-M tende a se manter em alta, nos próximos meses, na avaliação de analistas financeiros.

“A inflação de março deve repetir a tônica de fevereiro, confirmando os repasses de pressões inflacionárias iniciadas em commodities agrícolas e industriais; menor pressão entre os preços das matérias-primas (4,11% para 3,89%) e aceleração dos preços de bens intermediários (3,76% para 5,04%) e bens finais (0,66% para 2,05%)”, disse em nota André Braz, coordenador dos índices de preços da FGV.

No varejo houve maior pressão, uma vez que a alta do IPC, que tem peso de 30% no índice geral, subiu a 0,89% no período, de 0,29% na segunda prévia de fevereiro.

O grupo Transportes foi o principal responsável por esse resultado, ampliando seus ganhos de 1,19% para 3,52% no segundo decêndio de março, refletindo a aceleração dos preços da gasolina de 3,65% para 9,99%.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, subiu 1,31% na segunda prévia de março, de uma alta de 1,00% antes.