Informalidade coloca carteira assinada em uma rota de extinção

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Publicado sexta-feira, 29 de novembro de 2019 as 18:41, por: CdB

Apesar da queda na taxa, o período continuou sendo marcado pela informalidade, destacando a falta de qualidade na geração de vagas que vem sendo a característica do mercado de trabalho brasileiro e prejudica o ritmo de crescimento do país.

 

Por Redação, com Reuters – do Rio de Janeiro

 

A quantidade de pessoas que trabalham por conta própria e sem carteira assinada no Brasil renovou o recorde histórico e ajudou a baixar a taxa de desemprego para o menor nível do ano no trimestre encerrado em outubro, dando continuidade à lenta recuperação do mercado de trabalho no país marcada pela informalidade.

O desespero por uma vaga de trabalho fica mais visível entre os brasileiros mais pobres
O desespero por uma vaga de trabalho fica mais visível entre os brasileiros mais pobres

A taxa de desemprego apurada pela Pnad Contínua foi a 11,6% nos três meses até outubro, de 11,8% até setembro, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

— O que vemos é uma estabilidade com trajetória de redução marcada pela informalidade. É evidente uma melhora no mercado de trabalho com a taxa de desemprego, os maiores e piores patamares ficaram para trás. A gente sabe que essa redução vem a reboque da ocupação por conta própria, de empregados sem carteira, ou seja, pela informalidade. Isso já está consolidado. Tivemos um movimento de arrefecimento em outubro, mas foi um primeiro sinal, não dá para falar em trajetória — explicou a analista do IBGE Adriana Beringuy.

O resultado ficou em linha com a mediana das expectativas em pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters, e ante 11,7% no trimestre até outubro de 2018.

Desemprego

Apesar da queda na taxa, o período continuou sendo marcado pela informalidade, destacando a falta de qualidade na geração de vagas que vem sendo a característica do mercado de trabalho brasileiro e prejudica o ritmo de crescimento do país.

O total de pessoas ocupadas no trimestre até outubro chegou a 94,055 milhões, de 93,801 milhões até setembro e 92,619 milhões no ano anterior. Já o número de desempregados no Brasil caiu a 12,367 milhões, de 12,515 milhões no trimestre até setembro e 12,309 milhões no ano anterior.

A informalidade marcou novamente a abertura de vagas, com os empregados sem carteira no setor privado chegando a novo recorde da pesquisa de 11,852 milhões, de 11,838 milhões entre julho e setembro. Os trabalhadores com carteira assinada chegaram a 33,206 milhões entre agosto e outubro, de 33,075 milhões nos três meses até setembro.

Vagas formas

O contingente de trabalhadores por conta própria chegou a 24,446 milhões no trimestre até outubro, contra 24,434 milhões nos três meses até setembro, também atingindo recorde.
Nos três meses até outubro, o rendimento médio do trabalhador chegou a R$ 2.317, de R$ 2.299 entre julho e setembro e R$ 2.298 no mesmo período de 2018.

Em outubro, o Brasil registrou criação líquida de 70.852 vagas formais de emprego, segundo dados do Ministério da Economia, num resultado abaixo do esperado mas que marcou o sétimo mês seguido no azul.

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