Inspeção em presídio de Goiânia encontra armas, celulares e drogas

Arquivado em: Brasil, Destaque do Dia, Últimas Notícias
Publicado sexta-feira, 12 de janeiro de 2018 as 13:04, por: CdB

A unidade prisional foi palco de três rebeliões que, entre o primeiro dia do ano e o dia 5, resultaram em cinco presos mortos e pelo menos 14 feridos

Por Redação, com ABr – de Brasília:

Policiais militares de Goiás apreenderam nesta sexta-feira, no interior da Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, várias facas, navalhas, celulares, drogas e objetos perfurocortantes possíveis de serem empregados como armas. A unidade prisional foi palco de três rebeliões que, entre o primeiro dia do ano e o dia 5, resultaram em cinco presos mortos e pelo menos 14 feridos.

Em nova inspeção, policiais encontram armas, celulares e drogas no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia

A nova vistoria foi organizada pela Diretoria-Geral de Administração Penitenciária estadual; por determinação da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia; que esteve em Goiânia na segunda-feira; discutindo a crise do sistema carcerário goiano com o governador Marconi Perillo e autoridades locais de segurança pública.

Participaram da inspeção o diretor-geral de Administração Penitenciária, coronel Edson Costa; o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Divino Alves; além de representantes do Ministério Público estadual, da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-GO) e da Defensoria Pública.

Unidade

Ao deixar a unidade, o coronel Edson Costa declarou que os poderes Executivo e Judiciário estaduais estão trabalhando; em parceria para tentar resolver os problemas do sistema prisional e atender às determinações da ministra Cármen Lúcia. De acordo com o diretor-geral; um cronograma de trabalho enviado quinta-feira à ministra prevê a inspeção de outras unidades prisionais do Estado pelos próximos 30 dias. O cronograma também foi uma exigência feita por Cármen Lúcia.

Ainda segundo o coronel, a diretoria-geral também já transferiu da unidade os presos de maior periculosidade e os; que lideraram as três rebeliões registradas no início do mês, conforme determinação judicial.

– Tiramos todos os que participaram de atos gravosos aqui dentro da unidade. Foram todos retirados e estão em unidades de segurança do próprio estado. Mas já demandamos ao Poder Judiciário e órgãos federais autorização para que possamos levar para o sistema federal uma série de presos – disse Edson Costa, sem responder quem e quantos são os detentos que o governo estadual quer transferir para presídios federais.

Proposta

De acordo com o diretor-geral, a proposta é fechar a unidade, transferindo os presos do regime semiaberto; para outros estabelecimentos prisionais a serem construídos. “Já estamos trabalhando nisso.

Na semana que vem devemos anunciar onde uma nova unidade será construída; e quando vamos definitivamente encerrar os trabalhos aqui (na Colônia Agroindustrial de Aparecida de Goiânia). Simbolicamente, temos que passar o trator aqui para representar o fim de um ciclo”, disse Edson Costa, revelando que avalia os locais disponíveis mais adequados e as empresas capazes de entregar a futura unidade no menor espaço de tempo.

Um outro terreno em Aparecida de Goiânia está na mira do governo estadual e, segundo o diretor-geral, pode ser adquirido a um custo de R$ 22 milhões.

Na segunda-feira, quando esteve no estado, a ministra Cármen Lúcia assinou um termo de cooperação para agilizar a implantação no estado de um cadastro nacional de presos. A presença da ministra também resultou na criação de um mutirão de juízes, promotores e defensores públicos para tentar acelerar a análise de processos em curso nas Varas de Execução Penais do Estado.

STF e CNJ

No entanto, a anunciada visita da presidenta do STF e do CNJ ao complexo prisional onde as três últimas rebeliões do estado ocorreram foi cancelada. Na ocasião; o presidente do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), desembargador Gilberto Marques Filho; disse que a insegurança da unidade pesou na decisão.

Nesta sexta-feira, o coronel Edson Costa afirmou que o estado tinha condições de garantir a segurança da ministra Cármen Lúcia caso ela tivesse decidido visitar a unidade. “A decisão de visitar ou não visitar o sistema é da ministra. Se ela tivesse decidido, tínhamos efetivo (policial) para dar à segurança necessária à visita”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *