Instituto espera taxa de infecção constante pelo coronavírus na Alemanha

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Publicado terça-feira, 12 de maio de 2020 as 10:24, por: CdB

Número de reprodução do vírus deve se manter em torno de 1,0 no país nos próximos dias, prevê Instituto Robert Koch. Vice-presidente do órgão de controle de doenças considera abertura de fronteiras na Europa possível.

Por Redação, com DW – de Berlim

Segundo estimativas divulgadas nesta terça-feira pelo Instituto Robert Koch (RKI), responsável pela prevenção e controle de doenças na Alemanha, a taxa de infecção pelo novo coronavírus deve se manter constante nos próximos dias no país.

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O chamado número de reprodução R do coronavírus deve continuar em torno de 1 nos próximos dias na Alemanha. Isso se deve ao fato de que o número de novas infecções diárias quase não diminuiu e se aproxima de uma estagnação, segundo o vice-presidente do RKI, Lars Schaade.

Na Alemanha, o número de reprodução, que indica a taxa de infecção, está atualmente em 1,07. Em termos matemáticos, isso significa que uma pessoa infectada contagia mais do que uma outra pessoa. Segundo o RKI, os dias em que número está acima de 1 não são problemáticos, e somente quando atinge 1,2 ou 1,3 em vários dias consecutivos é necessário “olhar atentamente”.

O número efetivo de reprodução R designa o potencial de propagação de um vírus dentro de determinadas condições. Se ele é superior a 1, cada paciente transmite a doença a pelo menos mais uma pessoa, e o vírus se dissemina. Se é menor do que 1, cada vez menos indivíduos se infectam e o número dos contágios retrocede. Portanto, para coibir o alastramento de um patógeno, o número de reprodução deve estar abaixo de 1 (ou R < 1, em termos matemáticos).

Schaade apontou que o número de reprodução não é o único fator decisivo na avaliação da situação. O número de novas infecções na comparação diária, o número de testes positivos e a carga sobre o sistema de saúde também são relevantes.

Taxa de infecção

Apesar do leve crescimento na taxa de infecção, Schaade afirmou acreditar que a abertura de fronteiras na Europa é possível sob certas condições. Se houver unanimidade e uma situação epidemiológica semelhante nos países vizinhos, pode-se justificar a abertura de fronteira, segundo Schaade.

Dados divulgados nesta segunda-feira pelo RKI haviam apontado que a taxa de contágio pelo novo coronavírus havia subido na Alemanha pelo segundo dia consecutivo, em meio ao relaxamento das medidas de isolamento em todo o país. O número de reprodução do vírus chegou a 1,13 no domingo, após o 1,1 registrado no sábado. Na sexta-feira, a taxa era de 0,83.

Na última quarta-feira, quando a chanceler federal alemã, Angela Merkel, e os governadores dos 16 Estados do país decidiram ampliar o relaxamento das medidas restritivas para conter a disseminação do vírus, a taxa de reprodução estava em 0,65.

O relaxamento

Ao anunciar o relaxamento, Merkel disse que se uma cidade registrar mais de 50 novas infecções por 100 mil habitantes ao longo de sete dias, ela deverá adotar imediatamente medidas mais rígidas contra a propagação do vírus, que deverão vigorar até o número ficar abaixo de 50 por no mínimo sete dias. Por enquanto, não há a possibilidade de um segundo lockdown em nível nacional, disse a chanceler.

O total de casos confirmados de covid-19 na Alemanha nesta segunda-feira é de 170.508, e o de mortes em decorrência da doença, de 7.533. Desde o início da epidemia no país, cerca de 147,2 mil pessoas se recuperaram da doença. As regiões mais afetadas do país são os estados da Baviera, da Renânia do Norte-Vestfália e de Baden Württemberg.

 

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