Integrantes de quadrilha de tráfico de drogas delivery são presos no Rio

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Publicado quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021 as 13:29, por: CdB

Policiais civis da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) desarticularam, nesta quinta-feira, uma quadrilha especializada no esquema de tráfico delivery da Zona Sul do Rio de Janeiro, que faturava R$ 200 mil por mês.

Por Redação, com ACS – do Rio de Janeiro

Policiais civis da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) desarticularam, nesta quinta-feira, uma quadrilha especializada no esquema de tráfico delivery da Zona Sul do Rio de Janeiro, que faturava R$ 200 mil por mês. Três homens foram presos em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação ao tráfico, no bairro Copacabana.

Integrantes de quadrilha de tráfico de drogas delivery na Zona Sul são presos

Segundo os agentes, na ação foram apreendidos 375 comprimidos de ecstasy, cocaína, caixas de Cetamina para a fabricação da droga “K”, dois litros de Butanodiol para preparação da droga “G” ou “Di”, além de embalagens para venda do material e máquinas de cartão de crédito. Os criminosos foram localizados após trabalho de inteligência e monitoramento para reprimir o tráfico de drogas.

Ainda de acordo com os policiais, foi verificado que um dos homens era o taxista e responsável por levar um dos bandidos do local de armazenamento da droga até os usuários. O terceiro criminoso cedia o apartamento para guardar o material entorpecente.

As investigações seguem para identificar outras pessoas envolvidas no esquema criminoso.

Milicianos

As equipes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (DRACO) prenderam 14 pessoas, na quarta-feira, que fazem parte da milícia que atua na Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio. A ação faz parte da Força-Tarefa da Polícia Civil de combate às diferentes organizações criminosas e teve como objetivo prender milicianos, asfixiar as fontes de renda e interromper comércios e serviços ilegais, que geram grande lucro para os bandidos.

Durante a operação, os agentes da DRACO capturaram um criminoso da comunidade do Quitungo e cumpriram dois mandados de prisão pelo crime de homicídio contra ele. Outro miliciano foi preso por policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), no bairro Pantanal, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

As equipes também interditaram uma loja de roupas falsificadas; um edifício de 14 apartamentos em construção, em que unidade imóvel era negociada a R$ 140 mil; um depósito de cesta básica explorado pela narcomilícia que faturava R$ 100 mil por mês, além de um receptador de cabos de telefonia.

Entre os crimes investigados pela Força-Tarefa estão exploração de atividades ilegais controladas pela milícia; cobranças irregulares de taxas de segurança e de moradia; instalações de centrais clandestinas de TV a cabo e de Internet (gatonet/gatointernet); armazenamento e comércio irregular de botijões de gás e água; parcelamento irregular de solo urbano; exploração e construções irregulares, areais e outros crimes ambientais; comercialização de produtos falsificados; contrabando; descaminho; transporte alternativo irregular; estabelecimentos comerciais explorados pela milícia e utilizados para lavagem de dinheiro, entre outras ilegalidades.

Grupo de Wellington da Silva Braga, o “Ecko”

Policiais civis da Delegacia de Repressão aos Crimes Organizados e Inquéritos Especiais (DRACO), com o apoio de agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), prenderam, nesta quinta-feira, um dos integrantes da milícia comandada por Wellington da Silva Braga, o “Ecko”. O criminoso estava foragido da Justiça e foi capturado na comunidade de Antares, em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio, após informações obtidas pela Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil.

Havia contra o miliciano dois mandados de prisão por homicídio e organização criminosa. No momento da ação, o homem fez a própria companheira de escudo, mas foi contido e preso. Ele é conhecido por ser violento.

Segundo as investigações, o criminoso ficou responsável pela parte tática de toda comunidade de Antares depois que saiu de uma facção ligada ao tráfico de drogas e passou a atuar na milícia. Com amplo conhecimento da região e dos ex-traficantes, virou homem de confiança de “Ecko”. Além disso, informações apuradas indicam que o preso estaria ligado ao homicídio do policial federal Ronaldo Heeren, de 58 anos, assassinado no ano passado na Favela do Rola, também em Santa Cruz.

Além dele, seu segurança também foi preso na ação. Os agentes apreenderam com os bandidos duas pistolas de calibre restrito, kit rajada e mira laser, granadas e rádio comunicador. Ambos foram autuados em flagrante pelos crimes de organização criminosa e porte ilegal de arma de fogo e explosivos.

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