Inteligência artificial: Google está criando mecanismo para prever morte

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Publicado quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018 as 14:53, por: CdB

Hoje em dia, hospitais costumam tratar sintomas quando as pessoas já estão doentes. Cientistas esperam que certas tecnologias preditivas possam permitir evitar doenças, em primeiro lugar

Por Redação, com Sputnik – de Moscou:

Empresa DeepMind, uma subsidiária da Google para inteligência artificial (IA), está desenvolvendo uma IA que seja capaz de predizer possíveis mudanças letais no estado dos pacientes, informou a Google no seu blog.

Inteligência artificial não erra

Especialistas da DeepMind, em cooperação com o Departamento de Assuntos de Veteranos dos EUA, analisaram registros médicos de aproximadamente 700 mil antigos militares e esperam que o aprendizado de máquina consiga identificar com precisão fatores de risco para pacientes sofrendo de Insuficiência Renal Aguda (IRA) ou de pneumonia.

A pesquisa se foca nestas duas doenças porque se iniciam de repente e muitas vezes sem sintomas. A IRA pode afetar pessoas de qualquer idade, ocorrendo em muitos casos; após operações como substituição de quadril; segundo o blog da Google.

Especialistas acrescentam que 11% de todas as mortes em hospitais se devem a agravamento do estado do paciente; que não foi identificado a tempo ou tratado corretamente.

A inteligência artificial que a DeepMind está desenvolvendo ajudará os médicos; e enfermeiras a intervir mais cedo e reduzir o número de erros médicos causados pelo chamado “fator humano”.

Em julho de 2017, cientistas da DeepMind criaram um sistema de inteligência artificial que aprendeu a superar obstáculos e se mover em ambiente desconhecido.

Google não é obrigado a vetar sites

O Google não é obrigado a garantir que websites sejam livres de conteúdo difamatório antes de exibir links para eles nos resultados de busca, decidiu na terça-feira o mais alto tribunal da Alemanha.

O caso, que vem no contexto do debate sobre o chamado “direito de ser esquecido”; foi apresentado por duas pessoas que queriam que o Google evitasse; que seu mecanismo de busca exibisse links para sites nos quais eles foram atacados verbalmente por outros usuários da internet.

Os demandantes pediam que o Google configurasse os filtros de busca para; que evitar o aparecimento desses sites em pesquisas futuras; desse informações sobre os usuários que publicam comentários ofensivos; e os recompensasse por danos, ao dizer que o Google era parcialmente responsável pela violação de seus direitos.

O Tribunal de Justiça Federal alemão disse, no entanto, que o operador do mecanismo de busca só precisa agir se for notificado por violação claramente reconhecida dos direitos dos indivíduos, em vez de verificar antecipadamente se o conteúdo está em conformidade com as regras.

– Estabelecer o dever amplo de inspeção do conteúdo seria questionar seriamente o modelo de negócios dos mecanismos de busca, que é aprovado pelos legisladores e desejado pela sociedade – afirmou o tribunal em comunicado.

– Sem a ajuda de tais motores de busca, seria impossível para os indivíduos obterem uso significativo da internet devido à quantidade inadministrável de dados – acrescentou.

UE

Em maio de 2014, o Tribunal de Justiça da União Europeia (ECJ) decidiu; que as pessoas poderiam pedir aos motores de busca como o Google e o Bing, da Microsoft; para remover informações inadequadas ou irrelevantes dos resultados que aparecem nas pesquisas na rede com o nome de pessoas – apelidado de “direito de ser esquecido”.

O Google já recebeu pedidos de remoção de mais de 2,4 milhões de links de sites e aceitou cerca de 43 %  deles; de acordo com seu relatório de transparência.

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