Investimentos da Huawei são ‘ações predatórias’, diz Pompeo

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Publicado sexta-feira, 2 de outubro de 2020 as 13:29, por: CdB

Os investimentos da Huawei não são transações regulares de mercado, mas sim “ações predatórias” e todos os países deveriam proibi-los, disse o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, em entrevista a um jornal nesta sexta-feira.

Por Redação, com Reuters – de Roma/Nova York

Os investimentos da Huawei não são transações regulares de mercado, mas sim “ações predatórias” e todos os países deveriam proibi-los, disse o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, em entrevista a um jornal nesta sexta-feira.

Os investimentos da Huawei não são transações regulares de mercado, mas sim “ações predatórias”
Os investimentos da Huawei não são transações regulares de mercado, mas sim “ações predatórias”

– Os investimentos deles não são privados porque são subsidiados pelo Estado (chinês). Portanto, eles não são transparentes como muitos outros, mas sim promovidos para benefício exclusivo do aparato de segurança (da China) – disse Pompeo ao jornal italiano la Repubblica. Ele está em uma viagem de dois dias à Itália.

Os investimentos da Huawei

– (Os investimentos da Huawei) são ações predatórias que nenhuma nação deveria permitir – acrescentou.

Ele defendeu que a Europa e EUA unam forças para impedir que a China avance com seus planos no exterior.

Os EUA acusam há meses, sem mostrar provas, que os equipamentos para redes de telecomunicações da Huawei são usados para espionagem pelo governo da China. A Huawei nega as acusações.

Google

Rivais menores do Google afirmam que estão surgindo sinais de um comportamento mais benevolente da companhia em meio a acusações de autoridades dos Estados Unidos de que a empresa usa seu poder de mercado para reduzir a competição.

Entre dezenas de companhias de software que dependem do Google como intermediário de publicidade, seis disseram à Reuters que a empresa tem sido mais colaborativa em relação à privacidade de dados e promovido outras mudanças na relação com elas e com grupos do setor. A empresa tem ajudado estas entidades em vez de ignorar seus pedidos como fazia no passado.

John Nardone, presidente-executivo da Flashtalking, que trabalha com anunciantes para personalizar mensagens, disse que o Google aceitou abrir um canal para dados importantes.

– Antes eu não imaginaria que eles estariam abertos a isso – disse Nardone, que criticou a rigidez do Google no ano passado.

Duas outras empresas citaram que o Google permitiu a elas neste ano usar seus serviços de formas que antes não fazia, como o uso de algoritmos externos para análise de dados e obtenção de oportunidades de vendas que antes o Google reservava só para si.

Um executivo de outra empresa de software voltado ao mercado publicitário afirmou que o Google no ano passado não tentou capturar qualquer cliente com oferta de descontos ou acesso antecipado a produtos, táticas que agressivamente usou para conseguir contas lucrativas. O Google também parou de usar altos executivos para conquistar clientes, acrescentou a fonte.

A postura diferente do Google ocorre em meio a investigações sobre violação da lei que protege a concorrência que já duram um ano, lideradas pelo governo federal e procuradores estaduais. Procuradores federais devem abrir processo contra o Google na próxima semana sobre o mercado de busca online enquanto mantêm investigações sobre software para o setor de publicidade.

Mercado de buscas

O processo vinculado ao mercado de buscas provavelmente vai disparar anos de audiências em tribunais sobre se o Google usa seu poder no setor de maneira injusta.

Apesar da mudança no comportamento, fontes dizem que rivais menores do Google seguem respondendo perguntas de investigadores sobre as participações de mercado das ferramentas da companhia para publicidade e as práticas que ela adota para promover sua adoção. Estes rivais aguardam ansiosamente por uma solução, incluindo a quebra dos negócios de publicidade do Google em uma tentativa de enfraquecer o controle da empresa no setor.

“Eles são ao mesmo tempo um operador dominante e participante”, disse um executivo. “É difícil ser juiz e jogador ao mesmo tempo.”

O Google nega a afirmação de que seu comportamento perante competidores mudou por causa das investigações e afirmou que sempre buscou colaborar. Representantes da procuradoria do Texas e do Departamento de Justiça não comentaram o assunto.