Irã condena agressão ‘infundada’ de Israel contra a Síria

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Publicado sexta-feira, 11 de maio de 2018 as 13:34, por: CdB

Israel disse ontem ter dizimado a infraestrutura militar iraniana na Síria com seus ataques, efetuados em resposta ao disparo de 20 mísseis contra seu território, dos quais acusou o Irã

Por Redação, com EFE Sputnik – de Teerã:

O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou, nesta sexta-feira, os recentes bombardeios realizados por Israel na Síria, que qualificou de “um ato de agressão” baseado em pretextos “infundados”.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou, nesta sexta-feira, os recentes bombardeios realizados por Israel na Síria

Israel disse ter dizimado a infraestrutura militar iraniana na Síria com seus ataques; efetuados em resposta ao disparo de 20 mísseis contra seu território, dos quais acusou o Irã.

– Os ataques constantes do regime sionista (Israel) em solo sírio; que foram feitos sob pretextos inventados e sem fundamento; constituem uma violação da soberania nacional e a integridade territorial da Síria e são contrários às normas internacionais – denunciou o porta-voz de Exteriores, Bahram Qasemi.

O porta-voz criticou em comunicado que “o silêncio” da comunidade internacional a respeito equivale a “um sinal verde para o regime (israelense) para que continue seus atos de agressão”.

Qasemi acusou, além disso, Israel e EUA de patrocinar os grupos terroristas na Síria e de cometer estes ataques para “compensar as fortes derrotas sofridas pelos mesmos terroristas que eles criaram e inclinar a balança a seu favor”.

Por isso, ele destacou que o “claro ato de agressão” de Israel na Síria demonstra “a natureza deste regime que procura a crise, é orientada à mentira e é dominante”.

Quanto à Síria, Qasemi ressaltou que “o Governo e a nação resistente da Síria têm direito a uma defesa legítima”.

Ataque

As Forças de Defesa de Israel permanecem em alerta máximo depois de terem detectado uma “atividade irregular das forças iranianas na Síria”.

A CNN citou várias fontes de inteligência dos EUA dizendo que o Irã está alegadamente prestes a atacar Israel; mas não está claro quando o ataque poderia acontecer. 

– Se houver um ataque, não seria imediatamente claro que é o Irã – observou uma das fontes. 

Representantes da coalização liderada pelos EUA na Síria, por sua vez; declararam que não notaram nenhuma mudança no comportamento das forças apoiadas pelo Irã que operam no território Sírio. 

– Não notamos nenhuma mudança (…) Monitoramos de perto todas as ameaças às nossas forças e; como vocês sabem, manteremos nosso direito de autodefesa se precisarmos; mas não percebemos nenhuma mudança – enfatizou Felix Gedne, major-general do Exército do Reino Unido. 

As declarações chegaram junto com os relatos de que as Forças de Defesa de Israel “estão em alerta máximo a um ataque”; depois que os militantes observaram uma “atividade irregular das forças iranianas na Síria”.

Tel Aviv também teria instruído autoridades locais nas Colinas de Golã ocupadas por Israel; para “destrancar e preparar abrigos (antibomba)”.

As instruções vieram logo depois da imposição das sanções dos EUA contra Teerã e a retirada de Washington do acordo nuclear com o Irã, também conhecido como Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), anunciado pelo presidente Donald Trump.

Exército sírio

Em um desenvolvimento separado, o exército sírio repeliu os supostos ataques com mísseis israelenses perto do assentamento de Al-Kiswah; localizado a 23 quilômetros ao sul de Damasco, reportou a televisão estatal síria, citando uma fonte militar.

Anteriormente, uma fonte no Aeroporto Internacional de Beirute disse à agência russa de notíciasSputnik; que a aeronave de combate israelense estava no espaço aéreo libanês no suposto momento da investida na Síria. Os militares israelenses se recusaram a comentar as reportagens sobre o suposto envolvimento no ataque.

Com a recusa de Teerã em reconhecer Israel, Tel Aviv afirma que o Irã está expandindo o alcance de seus mísseis com capacidade nuclear, o que está em desacordo com o JCPOA. Segundo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Israel tem milhares de documentos revelando como Teerã supostamente mentiu para o mundo depois de assinar o acordo nuclear.

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