Irã diz que ‘conspiração’ provocou incêndios em bancos e prédios públicos

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Publicado quarta-feira, 27 de novembro de 2019 as 10:20, por: CdB

 O principal líder do Irã classificou nesta quarta-feira uma onda de protestos violentos no país como “uma conspiração muito perigosa”.

Por Redação, com Reuters – de Dubai

O principal líder do Irã classificou nesta quarta-feira uma onda de protestos violentos no país como “uma conspiração muito perigosa”, e autoridades de segurança do país relataram que cerca de 731 bancos e 140 instalações do governo foram incendiados durante os distúrbios.

Manifestantes pró-governo do Irã queimam bandeira dos EUA durante protesto em Teerã
Manifestantes pró-governo do Irã queimam bandeira dos EUA durante protesto em Teerã

O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, disse que os protestos equivalem a um complô que a população do Irã derrotou, referindo-se aos piores tumultos antigoverno no país desde que as autoridades reprimiram manifestações contra fraude eleitoral em 2009.

Os distúrbios começaram em 15 de novembro, após o anúncio de aumentos no preço da gasolina, mas logo se tornaram políticos, e manifestantes exigiram que a alta liderança renuncie.

Em resposta, o governo culpou “bandidos” ligados a exilados e aos Estados Unidos, Israel e Arábia Saudita por atiçarem os protestos de rua.

– Uma conspiração profunda, vasta e muito perigosa na qual se gastou muito dinheiro… foi destruída pelo povo – disse Khamenei em uma reunião com membros da força paramilitar Basij, que participou da repressão dos protestos, de acordo com seu site oficial.

O ministro do Interior, Abdolreza Rahmani Fazli, disse que cerca de 731 bancos e 140 instalações do governo foram incendiados durante os distúrbios.

Mais de 50 bases usadas pelas forças de segurança foram atacadas, e aproximadamente 70 postos de combustível também foram incendiados, disse ele em comentários publicados pela agência de notícias oficial Irna, sem especificar onde os ataques aconteceram.

Segundo a Irna, Rahmani Fazli também disse que até 200 mil pessoas de todo o país participaram dos tumultos.

Sediada em Londres, a Anistia Internacional disse na segunda-feira que registrou a morte de ao menos 143 manifestantes nos protestos.

Saldo de mortes

O Irã rejeitou o saldo de mortes da Anistia, dizendo que várias pessoas, inclusive membros das forças de segurança, foram mortas e que mais de mil foram presas. O Centro de Direitos Humanos do Irã, grupo ativista radicado em Nova York, disse que o número de prisões provavelmente está mais perto de 4 mil.

O pano de fundo dos protestos são as novas sanções impostas pelos EUA neste ano para impedir quase todas as exportações de petróleo do Irã, e protestos semelhantes contra governos que incluem facções pró-Irã fortemente armadas irromperam no Iraque e no Líbano.

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