Irã diz que empenho dos Estados Unidos para manter embargo de armas é ‘ilegítimo’

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Publicado segunda-feira, 4 de maio de 2020 as 13:37, por: CdB

O Irã rotulou de “ilegítimo” o empenho dos Estados Unidos em prorrogar um embargo de armas decretado pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) a Teerã, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano nesta segunda-feira.

Por Redação, com Reuters – de Dubai

O Irã rotulou de “ilegítimo” o empenho dos Estados Unidos em prorrogar um embargo de armas decretado pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) a Teerã, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano nesta segunda-feira.

Mulher passa por mural na antiga embaixada dos EUA em Teerã
Mulher passa por mural na antiga embaixada dos EUA em Teerã

– O Irã não está buscando sair do acordo nuclear de 2015 com seis potências… o gesto da América é ilegítimo, e nossa reação será proporcional – disse Abbas Mousavi em uma coletiva de imprensa semanal televisionada.

Na semana passada, os EUA disseram estar “esperançosos” de que o Conselho de Segurança da ONU renovaria o embargo de armas ao Irã antes de sua expiração, em outubro.

Donald Trump

O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, vem adotando uma linha mais dura com a ONU no tocante ao seu desejo de prorrogar e intensificar o embargo.

Washington já ameaçou desencadear a volta de todas as sanções da ONU ao Irã como moeda de troca para obter o apoio do conselho de 15 membros para uma renovação do embargo contra Teerã.

– Os Estados Unidos não são mais membros do acordo nuclear… a reação do Irã às medidas ilegais da América será firme – disse Mousavi.

Pacto nuclear

Trump retirou seu país do pacto nuclear com o regime em 2018 e reativou sanções contra Teerã que prejudicam sua economia.

Conforme o acordo, o Irã concordou em deter suas atividades nucleares sigilosas em troca de um alívio nas sanções.

O Irã, que nega que seu programa nuclear visa a construção de uma bomba, vem descartando gradualmente seus compromissos com o pacto desde que os EUA o abandonaram, argumentando que as ações norte-americanas o justificam.