Irã está injetando gás de urânio em centrífugas subterrâneas avançadas

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Publicado quarta-feira, 18 de novembro de 2020 as 13:49, por: CdB

O Irã acionou centrífugas avançadas de enriquecimento de urânio instaladas no subterrâneo de sua usina de Natanz, em uma nova violação de seu acordo nuclear com grandes potências, disse um relatório da agência atômica.

Por Redação, com Reuters – de Viena

O Irã acionou centrífugas avançadas de enriquecimento de urânio instaladas no subterrâneo de sua usina de Natanz, em uma nova violação de seu acordo nuclear com grandes potências, disse um relatório da agência atômica da Organização das Nações Unidas (ONU) obtido pela Reuters nesta quarta-feira.

Imagem de satélite mostra instalação nuclear iraniana de Natanz, em Isfahan
Imagem de satélite mostra instalação nuclear iraniana de Natanz, em Isfahan

Natanz é a principal instalação de enriquecimento de urânio do Irã e aquela que recentemente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu opções para atacar, de acordo com uma fonte que confirmou uma reportagem do jornal New York Times.

O acordo estipula que o Irã só pode acumular urânio enriquecido com máquinas de primeira geração IR-1 e que estas são as únicas centrífugas que pode operar em sua planta subterrânea de Natanz, aparentemente construída para suportar bombardeios aéreos.

Na semana passada, um relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) mostrou que Teerã instalou uma cascata de centrífugas avançadas IR-2m em Natanz. Antes elas estavam em uma usina de superfície onde já se enriquecia urânio com centrífugas avançadas, uma violação do acordo.

Gás de hexafluoreto de urânio

O relatório da semana passada disse que a usina não estava usando gás de hexafluoreto de urânio (UF6), a matéria prima das centrífugas, na cascata.

“Em 14 de novembro de 2020, a agência verificou que o Irã começou a injetar UF6 na cascata recém-instalada de 174 centrífugas IR-2m da Planta de Enriquecimento de Combustível (FEP) de Natanz”, disse o relatório de terça-feira da AIEA aos países-membros.