Irã religa Internet em uma província após bloqueio devido a protestos

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Publicado quinta-feira, 21 de novembro de 2019 as 11:23, por: CdB

A interrupção do acesso à Internet decretada pelas autoridades tornou difícil para os manifestantes publicarem vídeos nas redes sociais.

Por Redação, com Reuters – de Dubai

A Internet voltou a funcionar em Hormozgan, uma província do sul do Irã, relatou a agência de notícias semioficial Isna nesta quinta-feira, após um bloqueio de âmbito nacional durante dias para ajudar a conter os tumultos causados por aumentos nos preços do combustível.

Presidente do Irã, Hassan Rouhani, durante reunião de gabinete em Teerã
Presidente do Irã, Hassan Rouhani, durante reunião de gabinete em Teerã

A interrupção do acesso à Internet decretada pelas autoridades tornou difícil para os manifestantes publicarem vídeos nas redes sociais para angariar mais apoio e obter relatos confiáveis sobre o alcance dos protestos

Mas a Guarda Revolucionária de elite do Irã disse nesta quinta-feira que a calma voltou a todo o país, noticiou a televisão estatal.

“A conexão de Internet foi restaurada na província de Hormozgan e todos os aplicativos de redes sociais estão ativos novamente”, disse a Isna, referindo-se à província que foi um dos epicentros dos protestos.

Mais cedo, autoridades iranianas haviam dito que o acesso à internet seria reativado se a calma fosse restaurada.

Os tumultos irromperam em 15 de novembro depois que o governo anunciou uma elevação de ao menos 50% no preço da gasolina. As manifestações começaram em várias cidades provinciais e se espalharam para cerca de 100 cidades pequenas e grandes da República Islâmica, logo assumindo um cunho político quando os manifestantes passaram a exigir a renúncia de autoridades de alto escalão.

Manifestantes

A Anistia Internacional disse ter documentado ao menos 106 mortes de manifestantes cometidas pelas forças de segurança, o que representaria o pior distúrbio nas ruas do país em ao menos uma década e possivelmente desde a Revolução Islâmica de 1979.

As autoridades iranianas disseram que várias pessoas, inclusive membros das forças de segurança e policiais, morreram nos episódios de violência nas ruas, que Teerã atribuiu a “inimigos estrangeiros”.

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