Irã promete sair do acordo nuclear se EUA se retirarem

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Publicado quinta-feira, 26 de abril de 2018 as 14:33, por: CdB

Os países europeus que fazem parte do acordo nuclear expressaram preocupações com as intenções dos EUA, enquanto a Rússia é contra a destruição

Por Redação, com Sputnik – de Teerã:

De acordo com o conselheiro sênior do líder supremo do Irã, o país não vai aceitar quaisquer emendas ao Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, sigla em inglês), também conhecido como acordo nuclear, que não beneficiem Teerã.

Irã promete sair do acordo nuclear se EUA se retirarem

– Qualquer mudança ou emenda ao acordo atual não será aceita pelo Irã. … Se Trump deixar o acordo, o Irã sem dúvida vai sair. … O Irã não vai aceitar permanecer em acordo desvantajoso para nós – disse Ali Akbar Velayati, conselheiro sênior do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei.

O presidente norte-americano, Donald Trump, tem se mostrado insatisfeito com o acordo nuclear desde o início da campanha eleitoral. Há pouco ele intensificou o discurso, exigindo que o plano seja “consertado” e ameaçando sair dele caso não seja alterado.

Os países europeus que fazem parte do acordo nuclear expressaram preocupações com as intenções dos EUA, enquanto a Rússia é contra a destruição. A chancelaria russa anunciou que vai seguir as cláusulas do JCPOA enquanto outras partes fizerem o mesmo.

Por sua vez, o presidente francês, Emmanuel Macron, depois de visitar os EUA, disse querer preservar o acordo, mas ressaltou querer acrescentar algumas novas cláusulas ao documento.

Líderes europeus

As visitas do presidente francês, Emmanuel Macron, e da chanceler alemã, Angela Merkel, a Donald Trump nesta semana configuram o esforço europeu mais visível até aqui para convencer o presidente norte-americano a permanecer no acordo nuclear iraniano, que ele descreveu repetidas vezes como “o pior de todos os tempos”.

A ofensiva diplomática para salvar o acordo de 2015 é apenas a ponta do iceberg. Ainda correm as negociações entre o chamado grupo E3 (Alemanha, França e Reino Unido); e os EUA para alcançar um pacto capaz de satisfazer as demandas feitas por Trump em 12 de janeiro, quando decidiu;  “pela última vez” , manter as sanções suspensas.

Antes das viagens de Macron (na segunda) e Merkel (na quinta) a Washington; centenas de parlamentares europeus escreveram uma carta aberta exortando; o Congresso norte-americano a apoiar o acordo nuclear. Mas, segundo ex-funcionários de alto escalão norte-americanos e diplomatas europeus baseados; em Washington, a força-tarefa europeia pode não surtir efeito.

Eles estão céticos de que Trump possa ser convencido antes de 12 de maio; data em que terá que ser renovado o alívio de sanções ao Irã, passo tido como fundamental para manter o acordo vivo. Até agora, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA); Teerã vem cumprindo sua parte no acordo.

– Infelizmente, no momento atual, eu não conheço ninguém nos EUA; que esteja particularmente otimista em relação à renovação da assinatura de alívios das sanções – prevê Laura Holgate,; embaixadora dos Estados Unidos junto à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) até a posse de Trump, em janeiro de 2017.

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