Irã: reforço militar dos EUA no Golfo é ‘muito perigoso’

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Publicado sábado, 25 de maio de 2019 as 12:19, por: CdB

Após ameaças de aniquilação pelo Twitter e anúncio de reforço com mais 1,5 mil soldados, Teerã reage, prometendo opor-se e tachando de “absurdas” as justificativas norte-americanas para as hostilidades.

Por Redação, com DW – de Cabul

O ministro do Exterior do Irã, Mohammad Javad Zarif, declarou neste sábado que a presença militar reforçada dos Estados Unidos na região do Golfo Pérsico é “muito perigosa” e “uma ameaça à paz e à segurança internacional”, e seu país deve “se opor” a esse perigo. A justificativa dos norte-americanos, de que estariam continuamente ameaçados por forças iranianas, é absurda, afirmou à agência de notícias estatal Irna.

Ministro do Exterior do Irã, Mohammad Javad Zarif: “Alegações norte-americanas de ameaça são absurdas”

Na sexta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que mobilizaria mais 1,5 mil soldados ao Oriente Médio, para funções principalmente “de proteção”. Antes, o país já enviara ao Golfo um porta-aviões com o respectivo grupo de batalha, bombardeiros de longa distância e mísseis antiaéreos. No momento, há de 60 mil a 80 mil soldados norte-americanos na região.

As Forças Armadas iranianas advertiram os EUA contra ações irrefletidas, ameaçando atacar os navios-de-guerra norte-americanos estacionados no Golfo: caso o país cometa a menor tolice, o Irã afundará as embarcações, juntamente com suas tripulações e aviões, declarou um representante da liderança militar do Irã.

Nas últimas semanas, Washington tem insistido quanto a uma “ameaça aguda” para suas tropas no Golfo Pérsico. Segundo representantes governamentais, o perigo emanaria de milícias iraquianas sob o comando das Guardas Revolucionários do Irã. Na última segunda-feira, Trump ameaçou pelo Twitter aniquilar o país asiático: “Se o Irã quiser lutar, esse será o fim oficial do Irã. Nunca mais ameacem os EUA!”

No mesmo dia, a Organização de Energia Atômica do Irã (AEOI) anunciou que quadruplicara a produção de urânio com nível de enriquecimento de 3,67%, e que em algumas semanas ultrapassaria o limite de 300 quilos estipulados no acordo nuclear de 2015, de que Trump se retirou pouco após sua posse. Segundo o porta-voz da agência, esse incremento era “uma mensagem” aos demais integrantes do pacto nuclear.

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