Iranianos bradam ‘Morte à América’ em aniversário de invasão da embaixada dos EUA

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Publicado segunda-feira, 4 de novembro de 2019 as 11:25, por: CdB

Milhares de iranianos bradaram “Morte à América” perto da antiga embaixada dos Estados Unidos nesta segunda-feira.

Por Redação, com Reuters – de Dubai

Milhares de iranianos bradaram “Morte à América” perto da antiga embaixada dos Estados Unidos nesta segunda-feira, o 40º aniversário da invasão da missão, e o chefe do Exército do Irã comparou os EUA a um escorpião venenoso determinado a ferir seu país.

Milhares de iranianos bradaram “Morte à América” perto da antiga embaixada dos Estados Unidos
Milhares de iranianos bradaram “Morte à América” perto da antiga embaixada dos Estados Unidos

A televisão estatal mostrou multidões tomando as ruas ao redor da antiga missão, apelidada de “antro de espiões” após a Revolução Islâmica de 1979. Marchas e protestos estavam sendo realizados em cerca de mil comunidades de toda a nação, disse a mídia estatal.

Estudantes islâmicos raciais invadiram a embaixada pouco após a queda do xá apoiado por Washington, e 53 norte-americanos foram mantidos como reféns durante 444 dias. Os dois países são inimigos desde então.

– Nossa luta com a América diz respeito à nossa independência, a não se submeter ao assédio, a valores, crenças e nossa religião – disse o chefe do Exército, general Abdolrahim Mousavi, em um discurso durante a manifestação diante da antiga embaixada.

– Eles (norte-americanos) continuarão com suas hostilidades, como o escorpião venenoso proverbial cuja natureza é picar e não pode ser detido até ser esmagado – disse Mousavi em comentários transmitidos pela TV estatal.

Conversas com os EUA

No domingo, o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, renovou a proibição das conversas com os EUA, descrevendo os dois países como adversários implacáveis.

– Aqueles que acreditam que negociações com o inimigo resolverão nossos problemas estão 100% errados – disse.

Enquanto isso, o Parlamento iraniano deu sua aprovação inicial a uma medida que exige que os livros escolares informem os estudantes sobre os “crimes da América”. Parlamentares também bradaram “Morte à América”.

As relações entre os dois países entraram em crise ao longo do último ano desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, retirou sua nação de um pacto firmado pelo Irã e por potências mundiais em 2015 conforme o qual Teerã aceitou limites ao seu programa nuclear em troca da suspensão de sanções.

Washington reativou sanções visando deter todas as exportações iranianas de petróleo, dizendo que tenta forçar o regime a negociar um acordo mais abrangente.

Khamenei proibiu as autoridades iranianas de realizarem conversas a menos que os EUA voltem ao acordo nuclear e suspendam todas as sanções.

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