Iraque destruirá mais nove mísseis

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Publicado segunda-feira, 3 de março de 2003 as 08:46, por: CdB

Bagdá – O Iraque destruirá nesta segunda-feira, com a supervisão dos inspetores de armas da ONU (Organização das Nações Unidas)a ONU, de sete a nove mísseis Al Samoud 2, que ultrapassam em 33 km o limite estipulado pelas Nações Unidas, segundo informações do governo iraquiano.

A eliminação dos mísseis acontece em Al Taji, a 25 km de Bagdá.

Bagdá começou no sábado (1) a destruição de cerca de seus mísseis Al Samoud 2, obedecendo um prazo-chave estipulado pela ONU. Até agora foram destruídos dez mísseis cujo alcance ultrapassa o limite de 150 quilômetros permitido por resoluções da ONU. Embora nenhum número oficial tenha sido divulgado nem pela ONU nem pelas autoridades Iraquianas, calcula-se que o Iraque possua 120 mísseis desse tipo armazenados em 50 bases.

O Iraque transformou a destruição de seus mísseis banidos em um teste da opinião mundial sobre a cooperação do país com a ONU, advertindo que a destruição dos armamentos pode ser interrompida se os EUA ignorarem a ONU e continuarem pressionando por uma guerra.

Apesar de estar dando sinais de cooperação, o Iraque disse ontem que a destruição dos mísseis pode ser interrompida se os EUA iniciarem uma guerra contra o país. “Se os Estados Unidos não respeitarem por acaso as vias legais, por que nós continuaríamos a fazê-lo?”, perguntou o assessor presidencial iraquiano para o desarmamento, general Amer al Saadi, referindo-se à destruição de mísseis Al Samoud 2 que começou ontem.

Segundo o general, Bagdá “faz tudo o que pode” para dar contas de seu desarmamento e evitar uma guerra.

França

Nesta segunda-feira, o presidente francês, Jacques Chirac, reiterou que a França quer “o desarmamento em paz” do Iraque, mas que Bagdá deve “se esforçar mais, cooperar mais” com a ONU.

“A França quer dar todas as possibilidades para o desarmamento em paz”, disse Chirac para as duas Câmaras do Parlamento argelino reunidas excepcionalmente para a ocasião.

“Mas o Iraque deve fazer mais, cooperar mais, e mais ativamente. Precisamos fazer uma forte pressão para conseguir, de maneira conjunta e em paz, o objetivo que fixamos: a eliminação das armas de destruição em massa do Iraque”, acrescentou.