Israel acusa esposa de Netanyahu de fraude sistemática

Arquivado em: Mundo, Últimas Notícias
Publicado quinta-feira, 21 de junho de 2018 as 15:49, por: CdB

Por Redação, com EFE – de Jerusalém:

A Procuradoria de Israel acusou nesta quinta-feira formalmente Sara Netanyahu, esposa do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, de “crimes de fraude sistemática” por supostamente ter gastado 85 mil euros em despesas da residência oficial entre 2010 e 2013, informou o Ministério de Justiça.

A Procuradoria acusou formalmente Sara Netanyahu, de “crimes de fraude sistemática”

Depois de revisar todas as provas e avaliar as circunstâncias do caso, o procurador-geral, Avijai Mandelblit, decidiu processar Sara Netanyahu pelos “atos e infrações atribuídas”, e junto com ela acusou o ex-vice-diretor-geral do escritório do primeiro-ministro, Ezra Saidoff.

Ambos foram acusados perante o Tribunal de Magistrados de Jerusalém de recepção fraudulenta de bens, fraude e abuso de confiança, enquanto contra Saidoff também pesa a acusação de falsificação por parte de um funcionário público, informou o jornal “Haartez”.

Sara Netanyahu

Segundo a acusação, Sara Netanyahu teria gasto 85 mil euros em restaurantes de comida de luxo e chefes particulares em violação às normas da residência do primeiro-ministro, já que não eram eventos oficiais e a casa contava com um cozinheiro.

Desde setembro de 2010 e até março de 2013, segundo a acusação, Sara Netanyahu e Saidoff entraram em acordo para criar a falsa impressão de que não havia um cozinheiro empregado na residência oficial.

Deste modo, são suspeitos de ter encontrado uma manobra nas regulações para alegar que, como não havia cozinheiro em serviço, estava permitido pedir comida fora de casa, ao mesmo tempo que seguiam recebendo financiamento para empregar cozinheiros na residência.

Em 2015, foi aberta uma investigação preliminar depois da publicação de um relatório do controlador-geral do Estado sobre as despesas na residência oficial do primeiro-ministro, e em 2017 Mandelblit anunciou que apresentaria uma acusação contra Sara Netanyahu e Saidoff, à espera de uma audiência.

No começo de maio deste ano, os advogados de Netanyahu transmitiram à Procuradoria que sua representada estava disposta a pagar uma multa para não ser acusada no chamado “escândalo das residências”, mas o escritório do procurador rejeitou a proposta.

E no final desse mês, a Procuradoria deu a Sara um ultimato para que aceitasse um acordo e devolvesse ao Estado parte das despesas pessoais em encomendas de comida de luxo que supostamente custeou com fundos públicos, em troca de evitar o processamento.

Fraude

Os seus advogados informaram a Mandelblit que Sara não aceitaria nenhuma responsabilidade pelas acusações, segundo foi revelado por uma filtragem divulgada pelo “Canal 2” há mais de um mês.

Segundo a equipe legal de Netanyahu, ela “não era consciente de que estava cometendo algum crime” e confiava nos administradores financeiros da residência e do escritório, explicaram.

Os advogados também falam que, como Netanyahu não é uma funcionária pública, não pode ser culpada por fraude ou ruptura de confiança.

Sara Netanyahu também foi interrogada pelo Caso 4000 ou Caso Bezeq, que envolve seu marido e que avalia se sua família recebeu uma cobertura positiva do meio israelense “Walla” em troca de favores por parte do chefe do Governo ao seu proprietário.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *