Israel destrói vilarejo beduíno palestino na Cisjordânia

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Publicado quinta-feira, 5 de novembro de 2020 as 11:07, por: CdB

Israel demoliu a maior parte de um vilarejo beduíno na Cisjordânia ocupada, desalojando 73 palestinos, entre eles 41 crianças, na maior demolição do tipo em anos no dia da eleição presidencial norte-americana, disseram moradores e uma autoridade da Organização das Nações Unidas (ONU).

Por Redação, com Reuters – de Vale do Jordão

Israel demoliu a maior parte de um vilarejo beduíno na Cisjordânia ocupada, desalojando 73 palestinos, entre eles 41 crianças, na maior demolição do tipo em anos no dia da eleição presidencial norte-americana, disseram moradores e uma autoridade da Organização das Nações Unidas (ONU).

Mulher caminha em Khirbet Humsah no Vale do Jordão, na Cisjordânia ocupada por Israel
Mulher caminha em Khirbet Humsah no Vale do Jordão, na Cisjordânia ocupada por Israel

Casas feitas com barracas, abrigos de animais, latrinas e painéis solares estavam entre as estruturas destruídas no vilarejo de Khirbet Humsah na terça-feira, de acordo com o funcionário da ONU.

A Cogat, agência de ligação militar de Israel com os palestinos, confirmou que uma demolição foi realizada no que descreveu como estruturas ilegais.

Até a manhã desta quinta-feira, os moradores já haviam retornado ao local, usando barracas doadas por grupos de assistência palestinos, segundo uma testemunha da Reuters.

Os restos do vilarejo demolido

Os restos do vilarejo demolido se espalhavam pelas encostas das colinas, e só duas das casas originais permaneciam de pé a alguma distância das outras.

– Eles querem nos expulsar da área para que colonos possam viver em nosso lugar, mas não sairemos daqui – disse o morador Harbi Abu Kabsh, referindo-se aos cerca de 430 mil colonos israelenses que vivem ao lado de 3 milhões de palestinos na Cisjordânia.

Na quarta-feira, a Cogat emitiu um comunicado dizendo que uma “atividade de aplicação da lei” foi realizada por forças israelenses “contra sete barracas e oito currais que foram construídos ilegalmente em um campo de tiro localizado no Vale do Jordão”.