Israel desmonta tendas de manifestantes em vilarejo na Cisjordânia

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Publicado quinta-feira, 13 de setembro de 2018 as 10:51, por: CdB

O plano de Israel de demolir o vilarejo e reassentar seus 180 moradores, beduínos que sobrevivem criando ovelhas e bodes

Por Redação, com Reuters – de Khan al-Ahmar

Força de segurança israelenses desmontaram nesta quinta-feira várias tendas erguidas por manifestantes palestinos perto de Khan al-Ahmar, um vilarejo beduíno na Cisjordânia ocupada que Israel pretende demolir.

Tendas erguidas por manifestantes palestinos perto de Khan al-Ahmar são derrubadas por forças israelenses

Testemunhas da agência inglesa de notícias Reuters disseram que forças de Israel chegaram ao vilarejo antes do amanhecer desta quinta-feira e começaram a derrubar as tendas recém-construídas, mas sem tocar no acampamento beduíno, cujo destino se tornou o foco dos protestos palestinos e da atenção mundial.

Um porta-voz dos militares israelenses disse não ter informações de imediato.

Khan al-Ahmar se situa ao lado de uma rodovia israelense que atravessa a Cisjordânia de Jerusalém até o Mar Morto.

O plano

O plano de Israel de demolir o vilarejo e reassentar seus 180 moradores, beduínos que sobrevivem criando ovelhas e bodes, em um local a 12 quilômetros de distância atraiu críticas de palestinos e de alguns Estados europeus, que citam o impacto sobre a comunidade e as perspectivas para a paz.

Palestinos dizem que a demolição é parte de uma iniciativa israelense para criar um arco de assentamentos que, na prática, isolaria Jerusalém Oriental da Cisjordânia, territórios que Israel capturou na Guerra dos Seis Dias de 1967 e que os palestinos querem para um Estado independente.

Na semana passada a Suprema Corte de Israel rejeitou petições para impedir a mudança, concordando com as autoridades que dizem que o vilarejo foi construído sem as autorizações exigidas. Palestinos dizem que é impossível obter tais documentos.

As cinco tendas novas retiradas na manhã desta quinta-feira haviam sido erguidas nesta semana por ativistas de vários grupos e pela Autoridade Palestina, que tem apoio ocidental, para ajudar a comunidade beduína.

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