Itália promete ‘terapia de choque intensiva’ para lidar com impacto do coronavírus

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Publicado segunda-feira, 9 de março de 2020 as 10:56, por: CdB

O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, prometeu uma “terapia de choque intensiva” para superar o impacto do surto de coronavírus.

Por Redação, com Reuters – de Roma

O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, prometeu uma “terapia de choque intensiva” para superar o impacto do surto de coronavírus, depois que o governo italiano interditou a maior parte do coração industrial e empresarial do país para enfrentar a crise.

Turista com máscara de proteção na praça de São Marcos, em Veneza
Turista com máscara de proteção na praça de São Marcos, em Veneza

Os comentários feitos por Conte nesta segunda-feira ao jornal La Repubblica vieram depois que o governo adotou uma interdição virtual da região da Lombardia e partes da vizinha Vêneto, no norte, para tentar deter a proliferação do vírus na Itália, o país mais atingido da Europa.

– Não pararemos nisso. Usaremos uma terapia de choque intensiva. Para sair desta emergência, usaremos todos os recursos humanos e econômicos – disse.

As medidas anunciadas durante o final de semana são inéditas no pós-guerra italiano, e refletem a disseminação rápida do vírus desde que este emergiu em uma cidade pequena nos arredores da capital financeira Milão no mês passado.

Número de casos

Em pouco mais de duas semanas, o número de casos registrados saltou para 7.375, com 366 mortes, sobrecarregando o sistema de saúde e tornando difícil para as UTIs lidarem com o influxo de casos novos.

A bolsa de Milão, que já estava em baixa de cerca de 17% desde o surto no norte italiano, despencou na abertura do pregão desta segunda-feira, quando o índice blue chip FTMIB caiu 11%.

Com a economia já à beira da recessão, as medidas restringem a circulação para dentro e fora da Lombardia, a região mais rica e economicamente produtiva da Itália, que inclui Milão, e fecham muitos espaços públicos.

Instalações esportivas, bares e restaurantes foram obrigados a fechar ou a restringir a entrada e a manter uma distância de ao menos um metro entre as pessoas em suas dependências.

Turismo

Voos internacionais partindo ou chegando ao aeroporto milanês de Malpensa foram suspensos, aumentando a pressão sobre setores que vão da manufatura ao turismo, já afetados duramente pela queda das encomendas e pelos cancelamentos de reservas.

Carcereiros apelaram por uma reação do governo depois que presidiários realizaram revoltas em prisões em locais como Salerno, Poggioreale, Modena, Frosinone e Opera.

Ecoando pedidos semelhantes da França, Conte disse que os limites de empréstimos rígidos da União Europeia deveriam ser afrouxados para permitir mais espaço fiscal para se manobrar e que a flexibilidade prevista nas regras orçamentárias do bloco deveria ser usada “plenamente”.

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