Itália recusa barco com refugiados e aumenta pressão sobre aliados da UE

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Publicado terça-feira, 10 de julho de 2018 as 14:35, por: CdB

Um navio comercial que abastece plataformas de petróleo no litoral da Líbia resgatou 66 imigrantes na segunda-feira, mas foi instruído a não levá-los à Itália

Por Redação, com Reuters – de Roma:

A Itália não permitiu que uma embarcação comercial com bandeira italiana desembarcasse imigrantes resgatados no mar, aparentemente se atendo a uma política imigratória linha-dura e mantendo a pressão sobre aliados europeus para que dividam o fardo de acolher o influxo de pessoas deslocadas.

Imigrantes aguardam para desembarcar de embarcação da Guarda Costeira italiana em porto da Sicília

Um navio comercial que abastece plataformas de petróleo no litoral da Líbia resgatou 66 imigrantes na segunda-feira, mas foi instruído a não levá-los à Itália, disse uma fonte do Ministério do Interior.

O ministro dos Transportes, Danilo Toninelli, disse que os imigrantes foram transferidos para uma embarcação da Guarda Costeira italiana nesta terça-feira. Uma fonte disse que eles serão levados à Itália, mas a fonte do Ministério do Interior não confirmou.

O navio

O navio comercial recolheu os imigrantes mesmo tendo sido avisado que barcos de patrulha líbios estavam a caminho para resgatá-los, disse a fonte do Ministério do Interior.

O fato ocorreu dois dias antes de uma reunião de ministros do Interior europeus na cidade austríaca de Innsbruck, onde o ministro alemão Horst Seehofer quer que seu homólogo italiano de extrema-direita, Matteo Salvini, concorde em receber de volta imigrantes que chegam às fronteiras de seu país vindos da Itália.

O novo governo italiano, que tomou posse em 1º de junho, ajudou a recolocar a imigração na agenda europeia fechando seus portos a barcos de ajuda humanitária que resgatam imigrantes na costa líbia, e vem se recusando a aceitar imigrantes enviados de volta da divisa alemã.

Mais de 650 mil imigrantes, a maioria da África e do Oriente Médio, enfrentaram o mar em barcos superlotados de traficantes de pessoas desde 2014. Muitos dos resgatados foram levados à Itália e de lá seguiram para o norte europeu.

 

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