Itália supera 90 mil mortes por coronavírus

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Publicado quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021 as 14:18, por: CdB

A Itália registrou nesta quinta-feira mais 422 óbitos causados pelo novo coronavírus e superou a marca de 90 mil mortes na pandemia. De acordo com o Ministério da Saúde, o país soma agora 90.241 vítimas do Sars-CoV-2, sexto maior número no mundo em cifras absolutas.

Por Redação, com ANSA e DW – de Roma/Berlim

A Itália registrou nesta quinta-feira mais 422 óbitos causados pelo novo coronavírus e superou a marca de 90 mil mortes na pandemia.

A Itália registrou nesta quinta-feira mais 422 óbitos causados pelo novo coronavírus

De acordo com o Ministério da Saúde, o país soma agora 90.241 vítimas do Sars-CoV-2, sexto maior número no mundo em cifras absolutas, atrás de EUA (450.887), Brasil (227.563), México (161.240), Índia (154.703) e Reino Unido (109.547).

A sexta pior taxa de mortalidade

Em termos relativos, a Itália também tem a sexta pior taxa de mortalidade por covid-19, com 148,63 óbitos para cada 100 mil habitantes.

Os cinco primeiros são San Marino (201,27/100 mil), Bélgica (185,75/100 mil), Eslovênia (172,39/100 mil), Reino Unido (164,76/100 mil) e República Tcheca (157,01/100 mil), de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

A Itália também contabiliza 2.597.446 casos confirmados (+13.659 em 24 horas), 2.076.928 pacientes curados (+17.680) e 430.277 contágios ativos (-4.445).

O país iniciou sua campanha de imunização em 27 de dezembro e, até o momento, vacinou cerca de 1,37 milhão de pessoas, sendo que 867.237 já receberam as duas doses.

Alemanha

O presidente da Comissão Permanente de Vacinação da Alemanha (Stiko, na sigla em alemão), Thomas Mertens, disse esperar que o país conte em breve também com a vacina russa Sputnik V.

“Eu ficaria muito feliz de poder ampliar o nosso portfólio de vacinas com essa vacina”, declarou à emissora SWR. Mertens lembrou, porém, que a vacina deve antes ser aprovada para uso na União Europeia (UE).

O ministro alemão da Saúde, Jens Spahn, e a chanceler federal Angela Merkel também já se mostraram receptivos ao imunizante russo e disseram que toda vacina que mostre ser eficaz deve ser considerada.

A França também anunciou que vai usar a vacina russa se ela obtiver autorização da UE. “As vacinas não têm nacionalidade”, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, em entrevista à emissora Europe 1.

Produção na UE

Há cerca de duas semanas, a Rússia encaminhou à Agência Europeia de Medicamentos (EMA) um pedido de autorização de uso emergencial da Sputnik V.

O instituto russo Gamaleya, que desenvolve a vacina contra a covid-19, também já está em contato com o laboratório alemão IDT Biologika para a produção da Sputnik V na União Europeia, segundo comunicou o Ministério alemão da Saúde.

O ministro alemão da Saúde disse que a Alemanha serviu de intermediária no pedido russo de estudar opções de produção da vacina na Alemanha e em outros países europeus.

A Rússia confirmou que quer aumentar a produção da sua vacina contra a covid-19 no exterior. “Num futuro próximo, queremos iniciar a produção em países estrangeiros para responder à procura crescente em cada vez mais países”, disse um porta-voz do Kremlin.

Interesse no Brasil

Um estudo recente, publicado na revista especializada The Lancet estabeleceu uma eficácia de 91,6% contra as formas sintomáticas da covid-19 para a Sputnik V. “Esta é uma publicação muito importante, que é convincente sobre a confiabilidade e a eficácia da vacina russa”, disse o mesmo porta-voz.

No Brasil, o Ministério da Saúde anunciou na quarta-feira que está negociando a compra de 10 milhões de doses da Sputnik V a serem importadas da Rússia em fevereiro e março. A partir de abril, seria possível começar a produzir o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) e doses da vacina no Brasil, segundo o fabricante russo.

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