Itália: um quarto da população volta a viver sob lockdown

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Publicado sexta-feira, 6 de novembro de 2020 as 14:03, por: CdB

Um quarto da população da Itália iniciou nesta sexta-feira um segundo lockdown para tentar conter a pandemia do coronavírus Sars-CoV-2, incluindo as cidades de Milão e Turim, que formam o principal eixo financeiro-industrial do país.

Por Redação, com ANSA – de Roma

Um quarto da população da Itália iniciou nesta sexta-feira um segundo lockdown para tentar conter a pandemia do coronavírus Sars-CoV-2, incluindo as cidades de Milão e Turim, que formam o principal eixo financeiro-industrial do país.

Centro de Milão vazio no início de novo lockdown
Centro de Milão vazio no início de novo lockdown

Quatro regiões – Lombardia (10 milhões de habitantes), Piemonte (4,4 milhões), Calábria (1,9 milhão) e Vale de Aosta (126 mil), foram classificadas como “zonas vermelhas” na nova escala de risco do governo e passaram a ter regras semelhantes às da quarentena que vigorou entre março e maio.

O protocolo para essas áreas inclui o fechamento de restaurantes e do comércio não essencial e a proibição de sair de casa a não ser por motivos de saúde, trabalho ou urgência. Além disso, os cidadãos terão de carregar um formulário explicando o motivo da saída quando estiverem na rua.

A diferença para o primeiro lockdown é que, desta vez, as indústrias continuam abertas e restaurantes podem manter serviços de comida para retirada.

Escala de risco

O decreto do primeiro-ministro Giuseppe Conte que entrou em vigor nesta sexta divide o país em três áreas de risco: amarela, laranja e vermelha, com medidas progressivamente mais drásticas para cada uma.

A maior parcela da Itália foi incluída na primeira, que contempla apenas as regras válidas em todo o território nacional, como toque de recolher noturno, fechamento de museus e aulas totalmente a distância em escolas de ensino médio.

As regiões nesse regime são: Abruzzo, Basilicata, Campânia, Emilia-Romagna, Friuli Veneza Giulia, Lazio (onde fica a capital Roma), Ligúria, Marcas, Molise, Sardenha, Toscana, Trentino-Alto Ádige, Úmbria e Vêneto.

Já Puglia e Sicília ficam na “zona laranja”, com proibição de deslocamentos interregionais e intermunicipais, a não ser por motivos de trabalho ou saúde. Nessas áreas, no entanto, será permitido sair de casa sem motivo, mas restaurantes também terão de suspender serviços de mesa.

As zonas de risco são definidas com base nos índices de transmissão do Sars-CoV-2 e em parâmetros como número de internações, ocupação de leitos de UTI e percentual de casos positivos nos exames efetuados.

Para progredir de área vermelha para laranja, por exemplo, a região precisará ter pelo menos 14 dias de estabilidade nos dados da pandemia. A Itália vem registrando recordes seguidos de novos contágios pelo Sars-CoV-2, e o número de mortes diárias, 445 na quinta-feira, voltou ao patamar do início de maio.

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