Na Itália, volta a subir o número de mortos e contaminados com a covid-19

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Publicado sábado, 11 de abril de 2020 as 17:32, por: CdB

Depois de diminuir ante picos registrados no final de março, a contagem diária de mortes e infecções na Itália desacelerou, mas não está caindo acentuadamente, como era esperado pelos italianos que estão em isolamento há um mês.

Por Redação, com agências internacionais – de Roma

As mortes pela epidemia de Covid-19 na Itália aumentaram 619 no sábado, ante 570 no dia anterior, e o número de novos casos subiu para 4.694 contra 3.951. O número diário de mortes foi o mais alto desde 6 de abril e o aumento de infecções foi o maior desde 4 de abril.

Equipe médica de hospital em Milão transportando paciente de 18 anos contaminado pelo coronavírus.
Equipe médica de hospital em Milão transportando paciente de 18 anos contaminado pelo coronavírus

Depois de diminuir ante picos registrados no final de março, a contagem diária de mortes e infecções na Itália desacelerou, mas não está caindo acentuadamente, como era esperado pelos italianos que estão em isolamento há um mês.

O número total de mortos desde o surgimento do surto em 21 de fevereiro subiu para 19.468, disse a Agência de Proteção Civil, em nível semelhante ao patamar dos Estados Unidos, o outro país mais atingido em termos de números absolutos. O número de casos confirmados oficialmente subiu para 152.271, o terceiro maior número global atrás dos Estados Unidos e da Espanha.

Suporte

Havia 3.381 pessoas em terapia intensiva neste sábado, contra 3.497 na sexta-feira, um oitavo declínio diário consecutivo. Dos infectados originalmente, 32.534 foram declarados recuperados contra 30.455 no dia anterior.

Na véspera, o Partido Democrático (PD), principal sigla de centro-esquerda da Itália, propôs um novo imposto sobre a renda de cidadãos que ganham mais de 80 mil euros por ano para financiar ações de combate à pandemia do novo coronavírus.

A proposta foi feita pelos deputados do PD, “em sintonia com o restante do partido”. A contribuição valeria para os anos de 2020 e 2021 e incidiria apenas sobre o excedente acima de 80 mil euros. Segundo os parlamentares Graziano Delrio, ex-ministro da Infraestrutura, e Fabio Melilli, o objetivo é arrecadar 1,3 bilhão de euros por ano.

Proposta

“Um país grande e solidário como a Itália não pode ignorar o tema de como a classe dirigente e aqueles com rendas mais elevadas devem ser chamados a contribuir em favor daqueles que não podem. O grupo do PD na Câmara acha oportuno introduzir uma contribuição de solidariedade a cargo das rendas mais altas, a ser destinada a todos aqueles que estão em situação de pobreza por causa da crise”, diz uma nota dos deputados.

O PD integra o governo do primeiro-ministro Giuseppe Conte em aliança com o populista Movimento 5 Estrelas (M5S), o centrista Itália Viva (IV), do ex-premiê Matteo Renzi, e outros partidos menores de esquerda.

A proposta, no entanto, provocou rechaço quase unânime, da situação à oposição. “Agora não é o momento de pedir mais sacrifícios aos italianos, permanecemos contrários a qualquer forma de taxa patrimonial”, disse à ANSA o líder interino do M5S, Vito Crimi.

Pandemia

Já o ex-presidente do Parlamento Europeu e vice-mandatário do partido conservador Força Itália (FI), Antonio Tajani, chamou a proposta do PD de “inaceitável”. Vamos nos opor a qualquer tentativa de colocar as mãos no bolso dos italianos”, disse.

Por conta da pandemia, o déficit fiscal da Itália deve explodir em 2020 e ultrapassar a marca de 10% do PIB, segundo estimativas do setor financeiro. Isso deve pressionar a dívida pública italiana, atualmente em pouco mais de 130% do Produto Interno Bruto, a segunda maior na zona do euro.

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