Japão adotará abordagem seletiva para exames de coronavírus

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Publicado segunda-feira, 8 de junho de 2020 as 14:37, por: CdB

O Japão decidiu não realizar exames generalizados de coronavírus e vai visar os mais vulneráveis e os grupos de risco na tentativa de evitar uma segunda onda de infecções, disse o ministro encarregado das políticas de combate à crise de saúde.

Por Redação, com Reuters – de Tóquio

O Japão decidiu não realizar exames generalizados de coronavírus e vai visar os mais vulneráveis e os grupos de risco na tentativa de evitar uma segunda onda de infecções, disse o ministro encarregado das políticas de combate à crise de saúde.

Homem é submetido a teste de Covid-19 durante simulação de instalação em Yokosuka, no Japão
Homem é submetido a teste de Covid-19 durante simulação de instalação em Yokosuka, no Japão

Atualmente, o Japão está bem atrás de outras grandes economias quanto ao número de exames de coronavírus finalizados, o que leva alguns críticos a dizerem que o país não faz o suficiente para rastrear o vírus e prevenir focos.

O ministro da Economia japonês, Yasutoshi Nishimura, que também supervisiona as políticas de enfrentamento do coronavírus, defendeu a abordagem do país, dizendo que realizar exames moleculares em toda a população seria difícil.

Mesmo se alguém tiver um diagnóstico inicial negativo, pode ter um exame positivo dias depois, dependendo de seu comportamento neste período. O ideal seria o país examinar a população inteira de uma vez e isolar os casos positivos, mas isso seria “realisticamente impossível”, disse.

Risco

– É, portanto, importante fazer com que aqueles sob risco maior (de serem infectados) ou considerados pelos médicos como uma necessidade imediata possam ser examinados – disse Nishimura à agência inglesa de notícias Reuters em uma entrevista exclusiva concedida no sábado.

– Não compartilho a visão de que todos deveriam receber exames PCR (moleculares) independentemente de suas condições. O essencial é a abrangência com que realizamos estes exames, o que estamos debatendo agora.

O Japão tem uma capacidade máxima diária de exames de mais de 27 mil casos, mas atualmente se realizam no máximo cerca de 10 mil, o que Nishimura disse se dever a um declínio acentuado no número de infecções novas.

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