Japão afirma que é inconcebível adiar ou cancelar Jogos de Tóquio

Arquivado em: Destaque do Dia, Esportes, Esportes Olímpicos, Últimas Notícias
Publicado quarta-feira, 11 de março de 2020 as 13:24, por: CdB

O clima de dúvidas sobre a realização ou não do evento este ano é consequência da propagação do novo coronavírus (Covid-19) pelo mundo.

Por Redação, com ABr – de Tóquio/Rio de Janeiro

Menos de 24 horas após a entrevista de Haruyuki Takahashi, integrante do Comitê Organizador Local, ao jornal norte-americano Wall Street, levantando a possibilidade  de a Olimpíada de Tóquio ser adiada por um ou dois anos, a ministra japonesa dos Jogos de Tóquio 2020, Seiko Hashimoto, afirmou que considera a mudança no calendário inconcebível.

Ministra japonesa afirma que é inconcebível adiar ou cancelar Jogos
Ministra japonesa afirma que é inconcebível adiar ou cancelar Jogos

– Do ponto de vista dos atletas, que são os principais atores dos Jogos de Tóquio, quando se preparam para este evento que acontece uma vez a cada quatro anos (…) é inconcebível cancelar ou adiar – declarou Hashimoto, durante reunião no Parlamento Japonês, em Tóquio.

O clima de dúvidas sobre a realização ou não do evento este ano é consequência da propagação do novo coronavírus (Covid-19) pelo mundo.  O Japão registra até o momento 560 casos confirmados e 12 mortes, mas o Covid-19 já se espalhou pela Ásia, Europa e Américas.

A ministra japonesa disse ainda que cabe ao Comitê Olímpico Internacional (COI) a decisão final sobre a realização dos Jogos de Tóquio. “Pensamos que é importante que o governo ofereça uma informação correta para que o COI possa tomar a decisão apropriada”.

Em nota oficial, após ser questionado por suas declarações pelo Comitê de Tóquio 2020, Takahashi esclareceu que “expressou de forma infeliz sua opinião pessoal em resposta a uma questão hipotética”.

Federação Internacional de Judô

A Federação Internacional de Judô (IJF, sigla em inglês) estendeu em um mês o fechamento do ranking que definirá os classificados para a Olimpíada de Tóquio, no Japão.

Agora, os atletas terão até 30 de junho para competir e somar pontos. A prorrogação é justificada pelo cancelamento de eventos do circuito mundial previstos até 30 de abril, como o Grand Slam de Ecaterimburgo (Rússia) e os Grand Prix de Tbilisi (Georgia) e Antalia (Turquia). As suspensões foram motivadas pelo surto do novo coronavírus (Covid-19).

Ainda na terça-feira, a IJF adiou os torneios marcados também para o último dia de abril. Entre eles, o Campeonato Pan-Americano Sênior de Montreal, no Canadá, que seria disputado pela seleção brasileira. A federação internacional ainda não confirmou a nova data do evento.

Para compensar as suspensões, a entidade transformou a etapa de Budapeste, na Hungria, inicialmente um Grand Prix (700 pontos ao campeão) em um Grand Slam (1.000 pontos ao vencedor). O torneio, até o momento, está mantido e marcado para o período de 12 a 14 de junho.

No calendário da IJF, seguem previstos o Grand Slam de Baku (Azerbaijão), de 8 a 10 de maio, e o Masters de Doha (Qatar), entre 28 e 30 do mesmo mês, este com pontuação 1.800 ao vencedor. A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) deve anunciar os convocados para Tóquio após a nova data de fechamento do ranking, cerca de duas semanas antes do embarque das delegações brasileiras para o Japão.