Japão: atletas estrangeiros serão barrados durante emergência do vírus

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Publicado sexta-feira, 15 de janeiro de 2021 as 14:10, por: CdB

O Japão suspenderá temporariamente as isenções que permitem que atletas estrangeiros treinem no país antes dos Jogos Olímpicos, informou a agência de notícias Kyodo News, uma vez que está fechando suas fronteiras para conter um aumento de casos de covid-19 a apenas seis meses dos Jogos.

Por Redação, com Reuters – de Tóquio

O Japão suspenderá temporariamente as isenções que permitem que atletas estrangeiros treinem no país antes dos Jogos Olímpicos, informou a agência de notícias Kyodo News, uma vez que está fechando suas fronteiras para conter um aumento de casos de covid-19 a apenas seis meses dos Jogos.

O Japão suspenderá temporariamente as isenções que permitem que atletas estrangeiros treinem no país antes dos Jogos
O Japão suspenderá temporariamente as isenções que permitem que atletas estrangeiros treinem no país antes dos Jogos

A suspensão vai durar até 7 de fevereiro, o fim programado do estado de emergência do novo coronavírus (covid-19) na capital, Tóquio, e outras cidades importantes, disse a agência Kyodo, citando uma fonte com conhecimento do assunto.

O Japão está lutando contra o aumento recorde de infecções por coronavírus, o que levou o governo a fortalecer os controles de fronteira e expandir seu estado de emergência para abranger mais da metade da população do país.

A pausa nas isenções dos atletas ocorre após a suspensão do governo, nesta semana, das isenções para viajantes a negócios.

Proibição temporária

A proibição temporária incluirá atletas e técnicos estrangeiros não residentes de ligas esportivas japonesas, incluindo a J-League de futebol, que começa sua temporada no mês que vem, e a Nippon Professional Baseball, que abre os treinos de primavera em 1º de fevereiro, disse a Kyodo.

Os atletas japoneses terão permissão para voltar ao país, mas precisam ficar em quarentena por 14 dias, durante os quais não podem treinar ou competir, segundo reportagem da agência.

Surfistas enfrentam pandemia no paraíso

Atletas de todo o mundo buscaram diferentes maneiras e lugares para superar a pandemia do novo coronavírus (covid-19) e se prepararem para os Jogos de Tóquio, mas os surfistas Brisa Hennessy e Michel Bourez, sem dúvida, encontraram alguns dos melhores.

Enquanto vários atletas treinam em piscinas de quintal ou transformaram porões apertados em salas de musculação, Hennessy e Bourez, que se classificaram provisoriamente para os Jogos de Tóquio, fugiram para o paraíso.

Hennessy, uma autodenominada nômade da Costa Rica, escapou para uma pequena ilha em Fiji, enquanto Bourez, que surfa pela França, se abrigou no Taiti, na preparação para a Olimpíada, que foi adiada em um ano, para julho de 2021, por causa da pandemia.

– Durante a pandemia estávamos na Austrália e meu pai disse: vou reservar um voo, temos que sair daqui, precisamos voltar para Fiji e precisamos fazer isso agora – disse Hennessy em entrevista sobre o surfe olímpico promovida pela International Surfing Association nesta quinta-feira (14).

Para Hennessy, a mudança foi uma oportunidade para recarregar sua “mente, corpo e alma” e surfar todos os dias, lembrando porque ela se apaixonou pelo esporte, ao qual foi apresentada desde cedo por pais que são instrutores de surfe.

Segundo a costarriquenha de 21 anos, muitos de seus colegas surfistas terão sido inundados pela mesma onda de energia e estarão ainda mais preparados para Tóquio, onde o surfe fará sua estreia olímpica.

– Isso me deu uma maior apreciação do que sou capaz de fazer como atleta – declarou Hennessy. “Acredito que os atletas voltarão e ser mais talentosos, mais apaixonados. Vão estar mais motivados”, disse.

Apesar do raro luxo de passar um tempo em casa com sua família, Bourez não encontrou a mesma conexão, e o veterano de 35 anos se sentiu perdido.

– Foi a primeira vez nos últimos 15 anos que passei um ano inteiro em casa, então, para mim, foi incrível e difícil ao mesmo tempo – afirmou Bourez.

– Eu tenho minha esposa, meus dois filhos em casa e era estranho para eles também me verem todos os dias, mas estava meio que perdendo a cabeça. Em um certo ponto não sabia para onde estava indo, não tinha mais paixão. Eu estava tipo ok, estou acordando para quê? – disse.

O novo ano, porém, trouxe propósito renovado.

– O fogo ainda está muito acesso”, declarou Bourez. “Já esperamos quase dois anos só para poder competir nos Jogos (…). Quando estou no circuito, basicamente surfo para mim mesmo, depois o Taiti e a França, e agora estou 100% focado em surfar pela França – concluiu.