Japão diz que não decretará novo estado de emergência apesar de recorde de casos  em Tóquio

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Publicado quinta-feira, 9 de julho de 2020 as 13:21, por: CdB

O Japão não vê necessidade de decretar um novo estado de emergência, disse o principal porta-voz do governo japonês nesta quinta-feira, quando questionado sobre um aumento diário recorde nos casos de coronavírus em Tóquio.

Por Redação, com Reuters – de Tóquio

O Japão não vê necessidade de decretar um novo estado de emergência, disse o principal porta-voz do governo japonês nesta quinta-feira, quando questionado sobre um aumento diário recorde nos casos de coronavírus em Tóquio.

Funcionário do metrô de Tóquio desinfecta vagão para combater disseminação do coronavírus
Funcionário do metrô de Tóquio desinfecta vagão para combater disseminação do coronavírus

O secretário-chefe do gabinete, Yoshihide Suga, disse a repórteres que houve 224 novos casos de covid-19 em Tóquio nesta quinta-feira. Isso marcou um novo recorde diário na capital do Japão desde o início da crise.

Cerca de 80% dos novos casos de coronavírus relatados nesta quinta-feira estavam entre pessoas com 30 anos ou menos, afirmou Suga, acrescentando que não era possível reduzir os riscos de infecção a zero após a suspensão nacional de um estado de emergência em maio.

Casos de coronavírus no mundo

Os casos de coronavírus no mundo ultrapassaram 12 milhões na quarta-feira, de acordo com contagem da agência inglesa de notícias Reuters, no momento em que aumentam as evidências da propagação pelo ar da doença que matou mais de meio milhão de pessoas em sete meses.

O número de casos é o triplo de doenças graves por influenza registradas anualmente, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

Muitos países afetados duramente pela pandemia estão flexibilizando os isolamentos criados para conter a disseminação do novo vírus, enquanto outros, como China e Austrália, implementam outra rodada de restrições em resposta ao ressurgimento de infecções. Especialistas dizem que alterações na vida profissional e social podem durar até que uma vacina esteja disponível.

O primeiro caso foi registrado na China no início de janeiro e demorou 149 dias para atingir 6 milhões de casos. Levou menos de um terço desse tempo, apenas 39 dias, para dobrar para 12 milhões de casos, de acordo com a contagem.

Mortes

Até o momento, foram mais de 546 mil mortes ligadas ao vírus, dentro da mesma faixa do número anual de mortes por influenza relatadas em todo o mundo. A primeira morte foi relatada em 10 de janeiro em Wuhan, na China, antes que infecções e vítimas fatais ocorressem na Europa e depois nos Estados Unidos.

A contagem da Reuters, que é baseada em relatórios dos governos, mostra que a doença está se espalhando mais rapidamente na América Latina. As Américas são responsáveis por mais da metade das infecções do mundo e quase metade das mortes. Brasil e Estados Unidos representam cerca de 45% de todos os novos casos desde o início de julho.

O presidente Bolsonaro teve resultado positivo de teste para o coronavírus depois de subestimar a gravidade da pandemia. O país registra entre 20 mil e 50 mil novos casos diariamente desde 1º de julho. O Brasil tem mais de 1,7 milhão de casos e quase 68 mil mortes.

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