Jihadistas da célula ‘Beatles’ do EI são presos na Síria

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Publicado sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018 as 11:17, por: CdB

Britânicos integravam célula do “Estado Islâmico” conhecida como “Os Beatles” e responsável pelas mortes de reféns estrangeiros. Líder “Jihadi John” era conhecido pelos vídeos de atrocidades divulgados na Internet

Por Redação, com DW – de Beirute:

Dois jihadistas britânicos da organização extremista “Estado Islâmico” (EI) foram capturados na Síria, afirmou um oficial da Defesa norte-americana. Ambos seriam membros da célula de execução conhecida como “Os Beatles” e responsável pela morte de reféns estrangeiros

Apelidado de “Os Beatles”, grupo teria cometido mais de 20 execuções de reféns estrangeiros entre 2014 e 2015

Alexanda Amon Kotey e El Shafee el-Sheikh, ambos cúmplices de Mohammed Emwazi; o jihadista britânico conhecido como “Jihadi John”; foram capturados no início de janeiro pelas Forças Democráticas Sírias; aliados da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos para combater o EI na Síria; no leste do país, segundo o militar norte-americano.

– El-Shafee el-Sheik e Kotey representam uma pequena parte das centenas de terroristas estrangeiros do EI de vários países; que foram capturados no campo de batalha pelas Forças Democráticas Sírias no leste da Síria desde outubro de 2017 – afirmou o militar. Ambos são acusados de terem atuado como carcereiros e intérpretes e de estarem envolvidos na detenção; tortura e execução de reféns ocidentais do EI.

EUA

No ano passado, o Departamento de Estado norte-americano afirmou que Kotey era suspeito de tomar parte nas execuções; utilizando “métodos de tortura excepcionalmente cruéis, que incluíam choques e afogamentos”. O jihadista de 34 anos, que cresceu em Londres; é um muçulmano convertido que possui nacionalidades britânica, ganesa e cipriota. A família de El-Sheikh, de 29 anos, chegou ao Reino Unido nos anos 1990; fugindo de conflitos em seu país de origem, o Sudão.

O líder do grupo, Jihadi John, foi morto em 2015 num bombardeio da coalizão internacional liderada pelos EUA que combate o EI na Síria. Ele ficou conhecido pela divulgação de vídeos das execuções na internet, onde aparecia degolando os reféns. Entre suas vítimas estavam os jornalistas americanos James Foley e Steven Sotloff, o japonês Kenji Goto e os funcionários de organizações humanitárias David Haines e Alan Henning.

O outro membro da célula de execução, Aine Davis, foi condenado na Turquia, no ano passado, por acusações de terrorismo.

O grupo foi apelidado de “Os Beatles” pelos seus reféns, em razão do sotaque britânico e por serem quatro. Eles teriam cometido mais de 20 execuções de reféns estrangeiros entre 2014 e 2015 e recebido milhões de dólares em pagamentos de resgate. Os reféns sobreviventes relataram que recebiam agressões, choques com armas laser e afogamentos.

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