Jogos de Tóquio podem ter maratona mais cedo para evitar o calor

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Publicado quarta-feira, 5 de dezembro de 2018 as 11:59, por: CdB

O objetivo da antecipação do horário é evitar as horas do dia com temperaturas entre 39 e 41 graus previstas para as datas da competição (de 24 de julho a 9 de agosto de 2020).

Por Redação, com EFE – de Tóquio

O Comitê Olímpico Internacional (COI) e a organização dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 propuseram antecipar o início das provas de maratona para as 5h30 ou 6h (horário local), de modo evitar o intenso calor previsto para o evento.

O objetivo da antecipação do horário é evitar as horas do dia com temperaturas entre 39 e 41 graus

Esta medida foi formulada por uma equipe de especialistas designada pelo COI e pelo comitê organizador dos Jogos, e discutida durante as reuniões realizadas entre ambas as partes nos últimos dias na capital japonesa, segundo disse nesta quarta-feira em entrevista coletiva o presidente da Comissão de Coordenação para os próximos Jogos, o australiano John Coates.

O objetivo da antecipação do horário é evitar as horas do dia com temperaturas entre 39 e 41 graus previstas para as datas da competição (de 24 de julho a 9 de agosto de 2020).

A medida conta com o apoio de especialistas em medicina esportiva e meteorologia e do governo metropolitano de Tóquio, após analisar o que ajudaria em termos logísticos – como a disponibilidade do transporte público mais cedo -, segundo explicou Coates.

O COI e a organização dos Jogos conversam atualmente com a Federação Internacional de Associações de Atletismo (IAAF, sigla em inglês) para aprovar a mudança (inicialmente, a prova teria início às 7h), o que deve ser formalizado até o fim do ano.

Também se contempla uma antecipação de horário para os 50 quilômetros da marcha atlética, partidas de rúgbi e provas de ciclismo, acrescentou o presidente do comitê organizador de Tóquio 2020, Yoshiro Mori, após a reunião com o COI.

Essa medida se somará a outras já anunciadas pela organização para diminuir as duras condições meteorológicas do verão de Tóquio, como a instalação de um asfalto especial para diminuir o calor, a criação de mais espaços com sombra e a disponibilização de mais equipes de atendimento médico em zonas de competições.

– Faremos todo o possível para garantir que os atletas competirão sem assumir riscos e que também não haverá riscos para a saúde dos espectadores – afirmou Coates.

O representante do Comitê de Coordenação para 2020 também afirmou que todas estas medidas “terão um impacto orçamentário”, mas disse acreditar que os organizadores “encontrarão uma forma de manter as contas equilibradas” e cumprir as exigências de ajuste da despesa impostas pelo Comitê Olímpico Internacional.

Federação de Atletismo

O Conselho Diretor da Federação Internacional de Atletismo (IAAF) decidiu na terça-feira manter a suspensão à Rússia, em 2019, até que os dados do laboratório de Moscou sejam enviados, conforme anunciou o presidente da entidade, o britânico Sebastian Coe.

– Logicamente, poderão competir sob a bandeira neutra, os atletas russos que forem autorizados individualmente, como até agora, sempre que cumpram, estritamente, os critérios em matéria antidoping – afirmou o dirigente.

A consequência mais imediata da decisão é que a Rússia não poderá participar, com bandeira própria, do Campeonato Europeu de Atletismo em pista coberta, marcado para acontecer em Glasgow, no Reino Unido, em fevereiro do próximo ano.

A Federação Russa de Atletismo foi suspensa pela IAAF em novembro de 2015, devido as denúncias sobre um esquema de doping, apoiado pelo governo. Esta foi a nona extensão da punição aplicada pelo Conselho Diretor da federação internacional.

O grupo encarregado para avaliar o cumprimento das obrigações definidas para a reabilitação dos russos, considerou que as medidas não foram cumpridas no período estabelecido.

Entre os requisitos estão o reconhecimento do esquema de dopagem, e o acesso aos dados do laboratório de Moscou, para que seja feita a reanálise de amostras.

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