Johnson diz que casos de covid-19 aumentam, mas que lockdown é correto

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Publicado quarta-feira, 7 de outubro de 2020 as 11:30, por: CdB

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse nesta quarta-feira que as infecções de covid-19 estão aumentando em Londres e outras partes, mas que a abordagem de seu governo para controlar a disseminação do vírus ainda é a correta.

Por Redação, com Reuters – de Londres/Bruxelas

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse nesta quarta-feira que as infecções de covid-19 estão aumentando em Londres e outras partes, mas que a abordagem de seu governo para controlar a disseminação do vírus ainda é a correta.

Premiê britânico, Boris Johnson
Premiê britânico, Boris Johnson

– A abordagem local e regional, combinada às medidas nacionais, continua correta – disse Johnson ao Parlamento quando indagado sobre a razão de as infecções continuarem crescendo em áreas nas quais lockdowns foram adotados.

Uma análise apresentada pelo Partido Trabalhista, de oposição, ao Parlamento mostrou que as taxas de infecção aumentaram em 19 de 20 áreas da Inglaterra que estão sujeitas a medidas adicionais de lockdown.

A estratégia adotada por Johnson no verão, quando as novas infecções nacionais eram de poucas centenas por dia, foi tentar isolar surtos localizados e ao mesmo tento reativar a economia como um todo. Na terça-feira, o Reino Unido relatou mais de 15 mil infecções novas.

A taxa de infecção

A análise mostrou que em Wigan, no noroeste inglês, a taxa de infecção, medida como o número de casos confirmados para cada 100 mil habitantes, aumentou 3.653% desde que um lockdown local foi imposto pela primeira vez em 30 de julho, saltando de 6 para 255.

Os aumentos em outras áreas variaram de 13% a 2.241%, revelaram dados dos trabalhistas.

UE compra mais remdesivir

A Comissão Europeia disse nesta quarta-feira que fez um acordo com a empresa norte-americana Gilead para comprar doses adicionais de seu remédio contra covid-19 remdesivir para tratar cerca de 3,4 mil pacientes em meio a uma escassez do medicamento na Europa.

Um porta-voz do Executivo da União Europeia disse que Bruxelas combinou na sexta-feira com a Gilead um suprimento de quase 20,3 mil doses adicionais “que ajudam quase 3,4 mil pacientes” a um custo equivalente a US$ 8,24 milhões, um acréscimo aos 30 mil tratamentos que comprou no final de julho.

“Estas doses adicionais estão sendo entregues no momento”, disse o porta-voz em uma coletiva de imprensa, acrescentando que a UE está dando prioridade aos países mais necessitados.

O remdesivir e o esteroide dexametasona são os únicos remédios já autorizados na Europa para tratar a covid-19.

A UE e o Reino Unido, que têm uma população combinada de 500 milhões de habitantes, estão negociando um contrato com a Gilead para o suprimento de novas doses do medicamento antiviral, disse o porta-voz do bloco.

As primeiras levas do suprimento adicional estão sendo enviadas à Holanda, República Tcheca, Grécia, Áustria, Dinamarca e Eslovênia, acrescentou.

Vários países europeus disseram que estão testemunhando uma escassez do remédio, cujo estoque global foi adquirido quase inteiramente pelos Estados Unidos.

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