Johnson diz que agirá rápido para impor novas quarentenas se necessário

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Publicado terça-feira, 28 de julho de 2020 as 11:12, por: CdB

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse nesta terça-feira que tomará medidas para impor quarentenas contra outros países se as infecções por covid-19 aumentarem e tais medidas tornaram-se necessárias.

Por Redação, com Reuters – de Londres/Madri/Berlim

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse nesta terça-feira que tomará medidas para impor quarentenas contra outros países se as infecções por covid-19 aumentarem e tais medidas tornaram-se necessárias, depois de o país reimpor uma quarentena contra a Espanha.

Primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, em Beeston
Primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, em Beeston

– Receio que se virmos sinais de uma segunda onda em outros países, é realmente nossa função, nosso dever, agir rapidamente e decisivamente para impedir que viajantes voltem desses lugares semeando a doença aqui no Reino Unido – disse ele a jornalistas.

Madri expande uso obrigatório de máscaras

O uso de máscaras em Madri será obrigatório em todos os momentos, como parte de um pacote de medidas destinadas a prevenir infecções por coronavírus, disse nesta terça-feira a líder regional Isabel Díaz Ayuso.

Os bares devem fechar às 13h e as reuniões nos terraços de restaurantes ao ar livre serão limitadas a 10 pessoas, afirmou ela. A região recomenda que reuniões privadas em casa permaneçam realizadas com menos de 10 pessoas, mas isso não é uma obrigação legal.

Além disso, Ayuso pediu ao governo central para expandir as checagens no aeroporto de Madri.

Alemanha

A Alemanha anunciou na segunda-feira que planeja exigir exames de detecção de coronavírus de turistas voltando de países de alto risco para desacelerar a disseminação de infecções agora que a temporada de verão está em alta.

O anúncio veio pouco depois de uma decisão abrupta do Reino Unido de reativar uma exigência de quarentena de viajantes da Espanha, o que transtornou a tão alardeada reabertura da Europa para o período de férias.

Como o número de infecções está aumentando agora que as viagens estão sendo retomadas depois de meses de isolamento, o receio da possibilidade de uma segunda onda de infecções de coronavírus superou os escrúpulos alemães a respeito da ética de forçar as pessoas a passar por exames.

– Temos que impedir os que retornam de infectar involuntariamente outros e provocar novas cadeias de infecção – tuitou o ministro da Saúde, Jens Spahn.

A Alemanha designou 130 países de alto risco, entre eles Turquia, Egito e Estados Unidos.

O chefe de gabinete da chanceler Angela Merkel já havia dito que seria mais difícil recuperar o terreno perdido mais tarde.

– Todas os indícios que temos são de que é mais fácil manter os números de infecções baixos no verão do que no outono ou no inverno – disse ele aos repórteres.

A medida é uma vitória para o premiê do Estado da Baviera, Markus Soeder, que havia alertado que viajantes de retorno poderiam causar muitos “mini-Ischgls”, uma referência à estância de esqui austríaca que foi a fonte de alguns dos primeiros casos da Alemanha.

Soeder, visto como um candidato à sucessão de Merkel, havia dito aos repórteres que a Baviera está pronta para iniciar exames em aeroportos assim que o governo federal providenciar a base legal.